O Vasco vive um dos momentos mais desafiadores de sua história e em meio a esse imbróglio acabou revelando um bastidor importante da atual janela de transferências ao protocolar um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
No documento, o clube afirma que tentou repatriar Gabriel Pec, revelado em São Januário, mas a negociação não avançou devido a intervenção judicial na SAF. Segundo a diretoria, a falta de representantes com poderes para tomar decisões inviabilizou a conclusão do negócio.
Vasco aponta Gabriel Pec como exemplo dos prejuízos
Segundo informações divulgadas pelo portal Lance!, no recurso apresentado à Justiça, o Cruz-Maltino sustenta que a mudança na estrutura administrativa provocou uma “paralisia estrutural da governança” em um dos momentos mais importantes da temporada que é justamente a janela de transferências.
O clube citou nominalmente a negociação por Gabriel Pec, e de acordo com o documento, o retorno do atacante era tratado internamente, mas acabou frustrado pela impossibilidade de a SAF formalizar decisões durante a intervenção. Pouco depois, o jogador acertou sua transferência para o Cruzeiro em uma negociação avaliada em cerca de US$ 12 milhões.
Você acredita que a intervenção na SAF prejudicou o planejamento do Vasco na janela de transferências?
Você acredita que a intervenção na SAF prejudicou o planejamento do Vasco na janela de transferências?
0 pessoas já votaram
Recurso tenta reverter intervenção na SAF
Além do caso envolvendo Gabriel Pec, o Vasco argumenta que outros projetos estratégicos também foram impactados pela instabilidade jurídica. O recurso afirma que uma operação de investimento bilionária está em fase final de negociação e depende da normalização da governança para ser concluída.

MG – BELO HORIZONTE – 22/11/2023 – BRASILEIRO A 2023, CRUZEIRO X VASCO – Gabriel Pec jogador do Vasco comemora seu gol durante partida contra o Cruzeiro no estadio Mineirao pelo campeonato Brasileiro A 2023. Foto: Gilson Lobo/AGIF
O agravo de instrumento busca suspender a decisão da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que afastou Pedrinho e outros dois integrantes do Conselho de Administração da SAF, além de determinar a nomeação de uma interventora judicial. Agora, caberá ao Tribunal de Justiça analisar o pedido de efeito suspensivo antes do julgamento definitivo do processo.
Clube questiona decisão da Justiça
Na argumentação apresentada, o Vasco defende que o conflito societário já está sendo discutido na Câmara de Arbitragem da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e sustenta que a Justiça comum interferiu de maneira indevida na administração da SAF.
O clube também afirma que os dirigentes afastados não tiveram oportunidade de apresentar defesa antes da decisão liminar e destaca que parte dos fundamentos utilizados para justificar a intervenção foi posteriormente contestada pelo relatório elaborado pela própria interventora Samantha Mendes Longo antes de sua renúncia.




