Após a Bélgica garantir vaga nas quartas de final da Copa do Mundo com uma vitória convincente por 4 a 1 sobre os Estados Unidos, nesta segunda (6), a seleção aproveitou o momento para provocar o adversário também fora das quatro linhas. Pouco depois do apito final, os Red Devils publicaram mensagens nas redes sociais fazendo referência direta à polêmica envolvendo o atacante Folarin Balogun.
Além da classificação, os belgas ironizaram a decisão que permitiu a presença do camisa 9 norte-americano no confronto. Em uma publicação acompanhada da imagem da comemoração de Romelu Lukaku, que marcou o quarto gol da Bélgica e levou a mão ao ouvido diante da torcida, o perfil oficial da seleção escreveu: “Reverte isso.” A mensagem fazia alusão à reversão da suspensão que havia liberado Balogun para atuar nas oitavas de final.
Entretanto, as provocações não pararam por aí. Em outra postagem, a Bélgica aproveitou uma diferença cultural entre os dois países para brincar com a forma como os americanos se referem ao esporte. Ao publicar a palavra “soccer” riscada, a seleção escreveu: “O nome é FUTEBOL.” A publicação rapidamente repercutiu entre torcedores e ganhou força nas redes sociais após a eliminação dos Estados Unidos.
Bélgica tem pela frente a Espanha
Agora, a equipe belga volta as atenções para o próximo desafio na competição. Depois de despachar os norte-americanos, os comandados da Bélgica enfrentarão a Espanha nas quartas de final da Copa do Mundo. O duelo está marcado para a próxima sexta (10), às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles.
Contudo, toda a polêmica começou ainda na fase anterior do torneio. Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina e conforme prevê o Código Disciplinar da Fifa, deveria cumprir suspensão automática na partida seguinte. No entanto, o Comitê Disciplinar da entidade decidiu suspender a punição, autorizando o atacante a entrar em campo diante da Bélgica.
Além disso, a polêmica ganhou repercussão internacional após reportagens do New York Times e da Associated Press revelarem que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, sobre o caso Balogun. Apesar da repercussão, Infantino afirmou que não interfere em decisões disciplinares e que os órgãos judiciais da entidade atuam de forma independente.
Trump negou pressão sobre a Fifa
Já Trump negou ter pressionado a Fifa, mas admitiu que pediu uma revisão da expulsão. Enquanto isso, a Federação Belga de Futebol tentou recorrer da decisão que liberou Balogun, porém teve o pedido rejeitado por falta de legitimidade no processo. Ainda assim, a entidade belga mantém a possibilidade de levar o caso ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).




