O Vasco segue sem um treinador definido para a sequência da temporada e, por enquanto, Bruno Lazaroni desponta como o nome mais cotado para comandar a equipe no próximo compromisso oficial. O auxiliar permanente lidera as atividades no CT Moacyr Barbosa desde a pausa do calendário provocada pela Copa do Mundo de 2026 e ganhou respaldo da diretoria.
A indefinição começou após a demissão de Renato Gaúcho, anunciada pouco antes da reapresentação do elenco. Desde então, a diretoria cruz-maltina intensificou a procura por um substituto, mas ainda não conseguiu concluir nenhuma negociação para assumir o comando técnico.
Enquanto a busca continua, Lazaroni permanece à frente dos treinamentos e pode ser o responsável por dirigir o Vasco diante do Vitória. Internamente, existe confiança no trabalho do profissional, que conhece o grupo e participa da rotina do clube há bastante tempo.
Vasco esbarra em negociações por treinador
Entre os nomes analisados, o Vasco negociou com Franclim Carvalho, do Botafogo, e Fernando Seabra, do Coritiba. As conversas, porém, não avançaram. No caso de Franclim, questões jurídicas impediram um acordo. Já por Seabra, o impasse aconteceu pela falta de entendimento sobre o pagamento da multa contratual ao clube paranaense.
Além dessas tratativas, a diretoria também voltou suas atenções ao mercado internacional. Hernán Crespo, ex-São Paulo, e Marcelo Gallardo, ex-River Plate, chegaram a ser sondados, mas o Vasco não abriu negociações oficiais com nenhum dos dois treinadores.
Outro fator que dificultou o processo foi o afastamento do presidente Pedrinho do Conselho de Administração da SAF. A mudança nos bastidores atrasou decisões importantes justamente durante o período em que o clube buscava um novo comandante para aproveitar a pausa no calendário.
Opinião: Pressão aumenta antes da volta do Brasileirão
O tempo passou, o Vasco não encontrou um treinador e perdeu a oportunidade de integrar um novo comandante ao elenco antes da retomada do Campeonato Brasileiro. Se Bruno Lazaroni realmente assumir a equipe contra o Vitória, a diretoria terá mais uma prova de que planejamento atrasado costuma cobrar um preço alto, principalmente para um clube que entra na reta decisiva da competição lutando para sair da zona de rebaixamento.




