Alexandre Pato, ex-atacante do Internacional, comentou sobre o cenário atual enquanto a Confederação Brasileira de Futebol vem estudando ajustes importantes no regulamento das competições nacionais. Nos últimos anos, a entidade abriu espaço para demandas de clubes e federações, buscando modernizar o cenário esportivo.
Além disso, uma das alterações mais relevantes já implementadas diz respeito ao número de jogadores estrangeiros relacionados por partida. Atualmente, os clubes podem incluir até nove atletas nascidos fora do país em cada jogo do Campeonato Brasileiro.
Contudo, com a nova gestão liderada por Samir Xaud, a CBF passou a considerar uma possível revisão desse limite. A ideia em estudo prevê a redução para sete estrangeiros, com o objetivo de incentivar o aproveitamento de jogadores formados nas categorias de base.
Pato entra no debate com opinião forte
Diante desse cenário, Alexandre Pato resolveu se posicionar publicamente. Revelado pelo Internacional e campeão mundial em 2006, o atacante participou de um programa esportivo e não hesitou ao criticar a regra atual, defendendo mais espaço para jovens talentos brasileiros.
“Eu acho que esse excesso de estrangeiros acaba dificultando a subida dos jogadores da base. Isso não é positivo. Inclusive, conversei recentemente com o Gattuso, na Itália, e lá eles também entendem que precisam valorizar mais a formação interna”, afirmou o jogador.
Portanto, caso a mudança seja confirmada, o Internacional terá que se reorganizar. Isso porque o elenco comandado por Paulo Pezzolano conta atualmente com dez estrangeiros, incluindo nomes como Rochet, Mercado, Borré e Carbonero.

Alexandre Pato na final do Mundial de Clubes 2006 contra o Barcelona. Foto: Junko Kimura/Getty Images)
Opinião do Antenados do Futebol
Diante de tudo isso, a discussão levanta um ponto crucial: equilibrar o nível técnico do campeonato com o desenvolvimento de talentos nacionais. Embora a presença de estrangeiros eleve a competitividade, a fala de Pato evidencia uma preocupação legítima. Portanto, qualquer decisão da CBF precisará ser extremamente bem calculada para não comprometer o futuro do futebol brasileiro.

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