A Conmebol instaurou um procedimento disciplinar para analisar a conduta de Renato Gaúcho após sua ausência na estreia do Vasco da Gama na Copa Sul-Americana. O confronto diante do Barracas Central terminou empatado em 0 a 0, na Argentina.
Mesmo sendo o treinador principal, Renato não acompanhou a delegação, e o time foi dirigido à beira do campo pelo auxiliar Marcelo Salles. A decisão chamou atenção nos bastidores e gerou questionamentos sobre a condução esportiva do clube em uma competição internacional.
De acordo com apuração do ge, a entidade sul-americana baseia sua análise no artigo 11 do Código Disciplinar, que trata dos princípios de conduta esperados dentro do futebol organizado.
A decisão de Renato Gaúcho de não viajar com o Vasco foi correta?
A decisão de Renato Gaúcho de não viajar com o Vasco foi correta?
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Conmebol avalia conduta e possíveis infrações
O regulamento prevê punições para comportamentos considerados inadequados ou que possam afetar a imagem da competição. Entre os pontos analisados estão atitudes que possam ser interpretadas como desrespeito à organização ou que comprometam a credibilidade do torneio.
Nos bastidores, um dos fatores que pesam é a movimentação feita pelo clube antes da partida. O Vasco retirou Renato da lista oficial e incluiu Bruno Lazaroni, que acabou sendo o responsável por assinar a súmula do confronto.

Renato Gaucho tecnico do Vasco durante partida contra o Botafogo no estadio Sao Januario pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Segundo informações internas, a alteração em curto espaço de tempo, somada a registros nas redes sociais que mostram o treinador acompanhando o jogo à distância, indicam que não havia impedimento formal para a viagem.
“Priorizar a competição não é abrir mão da outra. A dinâmica da logística para esse jogo ficou dura. A gente jogou sábado, teve que viajar no domingo para jogar amanhã, chega na madrugada de quarta e viaja na quinta para Belém. Se o time vai para lá não tem capacidade física de jogar em Belém. Foi uma decisão do Renato conversada com a gente pensando na capacidade física dos atletas”

“Quem tem um elenco grande consegue sustentar, mas, quem não tem, sofre. E isso acarreta muitas coisas. Se você não consegue bons resultados gera pressão, demissão de treinador”
Opinião: decisão de Renato expõe risco estratégico do Vasco
A escolha de Renato Gaúcho evidencia um dilema real do futebol brasileiro, mas também escancara um risco institucional. Ao priorizar o calendário nacional, o Vasco acabou transmitindo uma mensagem ambígua sobre o peso da competição continental, o que naturalmente chama a atenção da Conmebol.
Mais do que a ausência em si, o problema está no impacto que decisões como essa geram na imagem do clube e na credibilidade esportiva. Em um cenário cada vez mais competitivo e globalizado, gestão de elenco precisa caminhar junto com responsabilidade institucional caso contrário, o preço pode ir além do campo e chegar diretamente nas punições e na reputação.




