O empate sem gols entre Barracas Central e Vasco da Gama, pela estreia da Copa Sul-Americana, não chamou atenção apenas pelo resultado dentro de campo. A ausência do técnico Renato Gaúcho na viagem a Buenos Aires repercutiu entre os adversários.
Um dos que comentaram a situação foi o experiente meia Dardo Miloc, capitão da equipe argentina. O jogador demonstrou estranhamento com a decisão da comissão técnica vascaína de não contar com o treinador à beira do campo.
“Não foi inadvertido, porque obviamente foi uma escolha. Mas aí pode ser também cultural. E sinto que um argentino, eu pelo menos não o ouvi nunca isso na vida que um líder falte à condução em um jogo. Ou que o faça algo dessa maneira. Me chamou a atenção”, disse ao canal D Sports.
Decisão de Renato Gaúcho gera repercussão internacional
A opção do Vasco em não levar Renato Gaúcho para a partida abriu espaço para questionamentos, principalmente por se tratar de uma competição internacional. Ainda que não haja impedimento formal, a decisão foge do padrão observado no futebol sul-americano.
Sem o comandante principal, a equipe foi dirigida por membros da comissão técnica. Marcelo Salles esteve à frente no banco de reservas, enquanto Bruno Lazaroni assumiu o papel de porta-voz oficial nas entrevistas antes e depois do confronto, conforme exigências da Conmebol.

Renato Gaucho tecnico do Vasco durante partida contra o Botafogo no estadio Sao Januario pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
A decisão de Renato Gaúcho de não viajar com o Vasco da Gama foi correta?
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Mesmo com a formação alternativa e a ausência do treinador, o Vasco conseguiu segurar o empate fora de casa, somando um ponto importante na fase de grupos.
Opinião: impacto na imagem do treinador vascaíno
A decisão de Renato pode ser compreendida dentro de um planejamento de temporada, mas gera questionamentos sobre o peso dado à competição internacional, especialmente diante da repercussão negativa externa.
Além disso, a fala de Miloc evidencia uma diferença cultural no futebol. Na América do Sul, a figura do treinador à beira do campo é vista como essencial, não apenas taticamente, mas também como símbolo de liderança e comprometimento.




