Zico avaliou a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo e afirmou que o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães não pode ser apontado como o principal motivo da derrota. Em entrevista ao Lance!, o ex-camisa 10 defendeu que o resultado foi consequência do desempenho coletivo da equipe durante a partida.
Ao comentar a cobrança desperdiçada, Zico afirmou que situações como essa fazem parte do futebol e que não devem definir a análise de uma eliminação. “Acontece algum lance negativo, sempre alguém é culpado por isso. Não é questão de hierarquia, é questão de jogadores, no momento que estão em campo, eles batem o pênalti”, declarou.
Pênalti perdido pelo Galinho em 1986
O ex-jogador também relembrou a própria experiência na Copa do Mundo de 1986, quando teve um pênalti defendido pelo goleiro Joël Bats no confronto entre Brasil e França. Na ocasião, a seleção brasileira acabou eliminada nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.
Durante a entrevista ao Lance!, Zico comparou os dois episódios e afirmou que um erro individual não explica o resultado de uma partida. “Passei por isso, né? E fui taxado de culpado, porque o Brasil é sempre assim. Com certeza vão falar do pênalti como se fosse a grande razão por perder o jogo. E não é. Se o seu time não está preparado para perder um pênalti com 10, 15 minutos de jogo, aí não dá. Uma grande seleção não pode se abater por uma chance perdida”, disse.
Além da cobrança desperdiçada, Zico destacou o desempenho de Erling Haaland como fator determinante para a classificação da Noruega. O atacante marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 e, segundo o ex-jogador, levou vantagem nos confrontos individuais durante a partida.
Haaland o destaque do rival
“O goleiro esticava a bola para o Haaland. Ele ganhava todas as bolas divididas. O Haaland, em disputa com Gabriel (Magalhães) e Marquinhos, ganhou todas”, afirmou o ex-meia ao analisar o desempenho do camisa 9 norueguês.
Na avaliação de Zico, a Seleção Brasileira também apresentou dificuldades em aspectos coletivos ao longo do confronto. “Faltou garra, faltou pressão, faltou organização nos momentos mais complicados do jogo”, concluiu o ex-jogador.




