A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 segue rendendo críticas. Desta vez, quem questionou a estratégia da Seleção foi Tiago Leifert, que classificou como “decisão maluca” a escolha de Bruno Guimarães para cobrar o primeiro pênalti da disputa que terminou com derrota brasileira por 2 a 1.
Durante uma transmissão ao vivo no YouTube, o apresentador afirmou que Carlo Ancelotti deveria ter escalado Vini Jr. para abrir a série de cobranças. Para Leifert, em jogos de Copa do Mundo, a responsabilidade precisa estar nas mãos da principal estrela da equipe. “Quem bate pênalti em Copa do Mundo é a estrela do time, fim de papo”, afirmou.
Tiago Leifert critica escolha de Ancelotti
Na sequência da análise, o jornalista reforçou sua opinião ao comparar a Seleção Brasileira com outras potências do futebol mundial. “Quem bate pênalti em Copa do Mundo é o Haaland, é o Cristiano Ronaldo, é o Ronaldo, é o Messi… é ‘o cara’ do time, e a nossa estrela é o Vini Jr., eu não sei que decisão maluca foi essa. Vini bate pênalti em semifinal de Champions League”, declarou.
Leifert também relembrou a eliminação para a Croácia na Copa do Mundo de 2022. Segundo ele, o Brasil voltou a repetir um erro que já havia custado caro quatro anos antes. “Não tem explicação, de novo. Da outra vez, a gente foi eliminado pela Croácia e o Neymar, que era nosso batedor oficial, não bateu o primeiro pênalti. Erramos, e a gente faz a mesma coisa de novo. De onde veio a ideia de colocar o Bruno Guimarães pra bater pênalti? Quem tem que bater é o Vini. O Mister errou. A gente teria saído na frente e a coisa seria diferente”, completou.
Após a partida, Vini Jr. também comentou a polêmica e negou que tenha evitado assumir a responsabilidade na disputa. O atacante explicou que a definição dos cobradores aconteceu antes da bola rolar e foi tomada exclusivamente por Carlo Ancelotti.
O camisa 7 do Real Madrid afirmou que nunca colocou interesses pessoais acima da equipe e justificou a escolha do treinador. “Sobre a cobrança, o Mister escolhe antes do jogo quem vai bater e ele escolheu o Bruno. Eu nunca fui vaidoso, nunca quis a artilharia da competição e por isso que bateu o Bruno”. Depois, completou: “Ele batia melhor do que eu, então o Mister escolheu por ele, e foi isso. Nunca fugi da responsabilidade. Muita gente vai falar que eu não quis bater. Bato os pênaltis no Real quando o treinador me escolhe e é isso. Temos que nos preparar melhor pra próxima Copa”.
Erro aumenta pressão sobre Ancelotti
A decisão de Carlo Ancelotti continuará sendo debatida enquanto o Brasil tentar entender mais uma eliminação precoce em Copa do Mundo. Quando as escolhas do treinador entram em conflito com o protagonismo dos principais jogadores, as críticas são inevitáveis. O peso da derrota não recai apenas sobre quem desperdiçou a cobrança, mas também sobre quem definiu a ordem dos batedores, e essa discussão dificilmente desaparecerá tão cedo.




