A Noruega abriu mão de disputar a liderança do Grupo I para priorizar a condição física de seus principais jogadores. Mesmo com chances de terminar na primeira colocação, o técnico Staale Solbakken decidiu preservar a maioria dos titulares na derrota por 4 a 1 para a França, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo.
A escolha foi planejada antes mesmo de a bola rolar. Sem Haaland, Ödegaard e outros nomes importantes entre os titulares, a equipe entrou em campo bastante modificada. Dos jogadores que venceram Senegal na rodada anterior, apenas Aursnes começou a partida diante dos franceses.
Solbakken explica estratégia
Após o confronto, o treinador defendeu a decisão e afirmou que preservar os atletas era o caminho mais lógico pensando na sequência da competição. Segundo Solbakken, a comissão técnica analisou o desgaste físico do elenco antes de definir a escalação.
“Era óbvio da minha parte, da fisiologia, e da parte médica e de alguns jogadores, também. Muitos disseram que seria difícil. Jogadores que atuaram contra Senegal não poderiam treinar. Eles queriam Haaland e Ödegaard. Mas temos que pensar em ir longe. Foi algo óbvio”, explicou.
O comandante também lembrou que a Costa do Marfim, adversária da próxima fase, terá um dia a mais de descanso. Para ele, esse detalhe pesou diretamente na estratégia adotada para enfrentar a França.
“Agora deve ser igual. Se levar em consideração, temos a menor diferença de tempo entre o jogo de Senegal e este. Levamos tudo em consideração, por isso foi parte do que fizemos hoje”, declarou.
Brasil entra na conta da Noruega
Caso elimine a Costa do Marfim, a Noruega poderá enfrentar o Brasil nas oitavas de final, desde que a Seleção Brasileira confirme o favoritismo diante do Japão. Mesmo assim, Solbakken evitou qualquer projeção sobre um possível duelo.
“A gente tem um longo caminho até pensar nisso. O Brasil pode falar nisso. Temos um jogo contra Costa do Marfim, eles são um bom time, um dos melhores times fisicamente. Brasil é favorito contra Japão e provavelmente vai passar, mas nosso jogo é como contra Senegal, 50-50. Temos que dar o melhor para o jogo”, concluiu.
A decisão de poupar titulares pode ser questionada pelo placar sofrido diante da França, mas só será julgada de verdade na próxima fase. Se a Noruega eliminar a Costa do Marfim, a estratégia será vista como inteligente. Se cair no primeiro mata-mata, a goleada e a escolha de deixar Haaland e Ödegaard no banco voltarão imediatamente ao centro das críticas.




