O Santos terá um peso milionário na folha salarial de 2026 com jogadores que nem sequer estão no elenco. O clube vai gastar R$ 23,2 milhões ao longo do ano com Brahimi Billal, Patrick e Tiquinho Soares, todos emprestados a outras equipes.
A informação veio à tona em reunião do Conselho Deliberativo do Peixe. Nos cinco primeiros meses da temporada, o Santos já desembolsou R$ 11,3 milhões com o trio, mesmo sem contar com nenhum deles em campo.
Santos banca trio fora do elenco
Os valores foram apresentados pelo conselheiro José Augusto Conrado, que teve acesso aos contratos de empréstimo firmados pela gestão do futebol. Segundo os dados expostos, o clube assumiu grande parte dos salários de atletas cedidos a Estrela da Amadora, Remo e Mirassol.
No caso de Brahimi Billal, emprestado ao clube português, o Santos pagou R$ 760 mil por mês entre janeiro e maio. A despesa acumulada no período chegou a R$ 3,8 milhões, e a expectativa interna é por uma rescisão amigável nas próximas semanas.
Patrick também pesa na conta. Emprestado ao Remo, o meio-campista custa R$ 700 mil mensais ao Peixe. Até o fim do vínculo temporário, o gasto total previsto com o jogador chegará a R$ 8,4 milhões.
Conta expõe erro de gestão
A situação mais pesada envolve Tiquinho Soares. O atacante está no Mirassol, mas o Santos segue arcando integralmente com seus vencimentos. A operação deve custar R$ 14,3 milhões até dezembro, apesar de o clube do interior ter pago R$ 3,3 milhões à vista ao Peixe no acordo de empréstimo.
O caso é duro para qualquer clube, mas para o Santos soa ainda pior. Gastar R$ 23,2 milhões com jogadores fora do elenco não é detalhe contábil, é sintoma de planejamento ruim. Se a diretoria não renegociar esses vínculos, o Peixe seguirá pagando caro por decisões que não entregam retorno técnico e ainda comprimem a margem para corrigir o elenco durante a temporada.




