Edilson Capetinha fez críticas ao desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e ao trabalho do técnico Carlo Ancelotti. Em entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews, o pentacampeão mundial avaliou a campanha da equipe e apontou problemas na comissão técnica, no elenco e na gestão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Treinador é visto em decadência
Ao comentar a passagem de Ancelotti pela seleção, Edilson afirmou que o treinador já não vivia o mesmo momento da carreira antes de assumir o comando do Brasil. “O Ancelotti hoje é um treinador fraco, que já estava na descendência no futebol mundial. Já não tinha muito para onde ir depois que saísse do Real Madrid. Encontrou uma oportunidade de vir para a seleção brasileira, ganhando um dinheiro incrível”, declarou.
O ex-jogador também analisou o nível técnico da equipe brasileira. Apesar de destacar o desempenho de Vinicius Júnior, ele afirmou que a seleção não conta atualmente com atletas que exerçam o mesmo protagonismo de gerações anteriores. Durante a entrevista, Edilson ainda citou Lionel Messi e rebateu argumentos relacionados ao perfil físico dos jogadores de destaque no futebol mundial.
Na sequência, Edilson afirmou que os problemas da seleção envolvem todos os setores da equipe. “O Brasil é uma seleção fraca, uma seleção que não tem defesa, não tem meio-campo e não tem ataque. Tem bons jogadores, mas bons jogadores têm em todas as seleções. Nós estamos acostumados com jogadores excelentes, com craques, que fazem a diferença”, disse.
Críticas ao elenco
O ex-atacante também criticou a postura do grupo durante a competição. “Além de ter um treinador fraco, nós temos uma seleção frouxa, jogadores frouxos, sem personalidade, e, na hora de ir para o jogo, fica todo mundo pipocando”, afirmou ao comentar a eliminação brasileira no torneio.
Durante a entrevista à GloboNews, Edilson direcionou críticas à administração da CBF. Segundo ele, a entidade mantém práticas que dificultam o acesso de ex-jogadores às partidas da Seleção Brasileira. “É sempre a mesma panelinha”, declarou ao abordar a distribuição de ingressos para os jogos da equipe nacional.
As declarações foram dadas após o encerramento da participação do Brasil na Copa do Mundo, campanha que, terminou com a pior colocação da seleção desde 1990 e ampliou para 28 anos o período sem a conquista do torneio.




