O Cruzeiro saiu atrás no placar e desperdiçou um pênalti antes de vencer o Bahia por 3 a 2, na quinta-feira (5), no Mineirão, pelo Brasileirão. Para Artur Jorge, esses episódios poderiam alimentar um discurso de azar em caso de derrota, mas a resposta dos jogadores merecia outra leitura.
“Eu não gosto da palavra azar. Tivemos, na verdade, coragem e capacidade para dar tudo de nós, com entrega de cada jogador dentro de campo”, afirmou o treinador após a partida. Na avaliação do português, a disposição do elenco esteve aliada à competência de cada atleta para construir a virada.
Artur Jorge também disse ter gostado das emoções vividas no Mineirão e saiu satisfeito com o resultado. “Esta é uma vitória inteiramente dos jogadores”, declarou.
Artur Jorge detalha dificuldades antes e durante o jogo
As dificuldades, no relato do técnico, começaram antes de a bola rolar, na definição dos 11 titulares. Ele citou ainda adversidades nos primeiros dois minutos de partida, o gol sofrido e o pênalti perdido quando o confronto estava empatado.
“Se tudo isso tivesse acontecido e nós tivéssemos perdido o jogo, estaríamos aqui lamentando e dizendo que tivemos azar em muitas situações”, afirmou Artur Jorge, ao explicar por que preferia valorizar a capacidade de reação do grupo.
O treinador também apontou a exigência imposta pelo Bahia, que, em sua avaliação, gosta de ter a bola e apresenta muita mobilidade. Para ele, sem agressividade na pressão, o adversário obrigaria o Cruzeiro a correr muito.
Ao relacionar a sequência de bons resultados ao trabalho coletivo, o português afastou o protagonismo de um nome isolado. “Essa sequência só é possível quando temos essa consistência como equipe. Não é o jogador A, B ou C, do treinador, é o que conseguimos fazer como equipe”, disse.
Próximo compromisso do Cruzeiro
O Cruzeiro volta a campo contra o Palmeiras na quarta-feira, 18 de novembro, às 20h30 (horário de Brasília), no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro.




