Lucas Paulo Torezin apitou a vitória do Mirassol por 2 a 1 sobre a Chapecoense, enquanto Fernando Mendes comandou o triunfo do Internacional por 1 a 0 diante do Coritiba, na terça-feira (3). As atuações nas duas partidas abriram o debate sobre as escolhas da CBF para jogos ligados à luta contra o rebaixamento.
Ouvidos pelo UOL, Alfredo Loebeling e Guilherme Ceretta questionaram as designações. Ulisses Tavares, no entanto, defendeu oportunidades para novos árbitros e apresentou um contraponto às críticas.
Loebeling e Ceretta questionam escolhas da comissão
Loebeling considerou os árbitros os menos culpados e responsabilizou a comissão pelo momento de escalá-los. “A culpada é a comissão de arbitragem que escala árbitros que ainda não estão prontos”, afirmou.
O ex-árbitro reconheceu que dar rodagem aos profissionais faz parte da formação deles, mas contestou os testes em partidas decisivas da reta final. “O árbitro só amadurece sendo testado. O árbitro só amadurece sendo escalado, acertando, errando”, disse.
Sobre a atuação no jogo do Internacional, Loebeling foi direto: “O Fernando Mendes tem qualidades, mas não está pronto e com cinco minutos de jogo ele perdeu o jogo completamente em termos disciplinares”.
A troca de Rodrigo Cintra por Sandro Meira Ricci no comando da comissão durante o Brasileirão também foi alvo de sua crítica. Na avaliação de Loebeling, a mudança trouxe diferenças nos critérios de escala e nas orientações para a intervenção do VAR. “O erro maior é da própria CBF de mudar uma comissão de arbitragem no meio de uma competição”, declarou.
Já Ceretta, que atua como árbitro nos Estados Unidos, também questionou as escolhas da comissão.
“Tem duas opções: ou a comissão de arbitragem está fazendo de tudo para ficar em evidência com escalas equivocadas, ou eles não mandam em nada e estamos vivendo a pior fase da política na arbitragem com escalas que prejudicam o espetáculo. Uma verdadeira bagunça”, criticou Ceretta.
Ulisses Tavares defende espaço para novos árbitros
Tavares considerou justa a entrada de novos profissionais, inclusive em situações como as discutidas.
“Acho justo que novos árbitros apareçam. Se os árbitros já conhecidos não cumprem as regras de jogo, sendo criticados em quase todos os jogos em que são escalados, por que não dar chance para que apareçam novos árbitros?”, argumentou Tavares.




