Athletico-PR

Manoel relembra dor no Athletico-PR e admite arrependimento após morte do pai: “Precisavam de mim “

Ex-zagueiro do Fluminense revelou bastidores marcantes da carreira e destacou relação profunda com o Furacão

RJ - RIO DE JANEIRO - 22/10/2024 - BRASILEIRO A 2024, FLUMINENSE X ATHLETICO-PR - Manoel jogador do Fluminense durante partida contra o Athletico-PR no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2024. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
© Thiago Ribeiro/AGIFRJ - RIO DE JANEIRO - 22/10/2024 - BRASILEIRO A 2024, FLUMINENSE X ATHLETICO-PR - Manoel jogador do Fluminense durante partida contra o Athletico-PR no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2024. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Livre no mercado desde o fim de sua passagem pelo Fluminense, o zagueiro Manoel, ex-Athletico, de 36 anos, segue treinando diariamente enquanto aguarda uma nova oportunidade no futebol brasileiro. Em entrevista ao ge, o defensor abriu as portas de sua casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e deixou claro que ainda se sente preparado para competir em alto nível por mais algumas temporadas.

Fisicamente recuperado e mantendo rotina intensa de treinos ao lado de um personal trainer, o jogador revelou que recebeu apenas consultas informais de equipes da Série B até aqui. Mesmo sem proposta oficial na mesa, o defensor afirmou que continua focado na preparação e na expectativa de voltar aos gramados em breve.

Durante o bate-papo, Manoel também revisitou momentos importantes da carreira e demonstrou carinho especial por clubes que marcaram sua trajetória, como Corinthians, Cruzeiro, Fluminense e principalmente o Furacão, equipe onde foi revelado e viveu episódios que mudaram sua vida dentro e fora do futebol.

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Racismo e apoio da torcida do Athletico-PR

Ao recordar a passagem pelo Furacão, o zagueiro se emocionou ao falar sobre o apoio recebido da torcida após um episódio de racismo ocorrido em 2010, durante confronto diante do Palmeiras pela Copa do Brasil. Na ocasião, Manoel denunciou insultos racistas feitos pelo então zagueiro Danilo, do clube paulista, e contou que ficou abalado com a situação. “É muito triste. Eu lembro bem. Foi um jogo contra o Palmeiras no antigo Allianz Parque. Era um jogo da Copa do Brasil, o Danilo se não me engano, na disputa de bola, trocamos empurrões e ele falou ‘seu macaco do c…’. Na hora fiquei assustado, chamei meus companheiros e todo mundo chamou o juiz.”

O defensor ainda destacou o impacto que teve ao ver a reação da torcida no jogo de volta, em Curitiba. Segundo ele, o mosaico preparado pelos torcedores foi fundamental para ajudá-lo emocionalmente. “No jogo de volta, a torcida do Athletico-PR fez um mosaico muito lindo. Eu lembro muito bem disso. Foi um momento especial, que me ajudou muito nesse momento difícil. Eu era novo, não tinha muita dimensão do que era. Fiquei assustado, mas consegui superar.”

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PR – Curitiba – 03/09/2022 – BRASILEIRO A 2022, ATHLETICO PR X FLUMINENSE – Pablo jogador do Athletico-PR disputa lance com Manoel jogador do Fluminense durante partida no estadio Arena da Baixada pelo campeonato Brasileiro A 2022. Foto: Robson Mafra/AGIF

PR – Curitiba – 03/09/2022 – BRASILEIRO A 2022, ATHLETICO PR X FLUMINENSE – Pablo jogador do Athletico-PR disputa lance com Manoel jogador do Fluminense durante partida no estadio Arena da Baixada pelo campeonato Brasileiro A 2022. Foto: Robson Mafra/AGIF

Arrependimento de Manoel

Outro relato forte da entrevista aconteceu quando Manoel relembrou a morte do pai, ainda no início da carreira. O zagueiro contou que recebeu a notícia horas antes de entrar em campo em uma partida contra o Santos de Neymar, em meio à luta do Athletico-PR contra o rebaixamento no Brasileirão. Mesmo abalado, permaneceu com o elenco e decidiu atuar naquela noite. “Meu pai faleceu 11 horas da manhã e o jogo era 18 horas. Falei com a diretoria que meu pai faleceu, eles falaram que precisavam muito de mim porque o time estava na zona de rebaixamento. Pediram para eu jogar e eu joguei.”

Na sequência do relato ao ge, Manoel admitiu carregar até hoje o arrependimento por não ter ido ao enterro do pai. “Não fui no enterro do meu pai. O jogo foi no sábado e na quarta já tinha jogo. A diretoria pediu para ficar e ajudar. Foi um momento difícil. Me arrependo. Se fosse hoje, eu teria ido no enterro do meu pai.” Apesar da dor, ele reforçou a gratidão pelo suporte recebido do clube naquele período. “O Athletico-PR me formou como homem, me ajudou muito no momento do falecimento do meu pai.”

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