As categorias de base do Corinthians seguem sendo um dos principais ativos do clube. No entanto, um problema jurídico envolvendo um ex-jogador do Timão acaba de chegar ao conhecimento da diretoria alvinegra e gera impactos financeiros imediatos.
Segundo informações reveladas pelo portal Globo Esporte, o Corinthians foi condenado a pagar pouco mais de R$ 3 milhões a Daniel Marcos, ex-lateral das categorias de base do clube.
O atleta anunciou a aposentadoria precocemente, aos 23 anos, após não conseguir dar sequência à carreira profissional. A defesa do ex-jogador argumentou no processo que uma lesão sofrida durante uma partida ainda na base do Corinthians o impediu de continuar exercendo a profissão.
Inicialmente, Daniel cobrava uma quantia superior a R$ 5 milhões, mas a Justiça definiu o valor total em cerca de R$ 3 milhões, acrescido de R$ 149 mil destinados aos honorários dos advogados. Com a correção baseada na taxa Selic, o montante final deve se aproximar de R$ 3,5 milhões.
Trajetória e novo foco profissional
Daniel Marcos teve uma passagem curta pelo elenco principal do Corinthians, onde estreou em 2019 e realizou apenas duas partidas. O maior volume de jogos ocorreu no time sub-20, categoria pela qual acumulou 23 jogos, marcou quatro gols e concedeu uma assistência.
Você acha justo o Corinthians ser condenado a pagar R$ 3,5 milhões por uma lesão ocorrida na base?
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Após o vínculo com o clube paulista, o lateral tentou seguir carreira em outras equipes. Daniel se transferiu para o Cianorte, onde atuou em duas oportunidades, e teve passagens por Ferroviário e Resende, clubes nos quais não chegou a entrar em campo antes de decidir encerrar a trajetória no futebol.
Opinião: Condenação expõe riscos na gestão de atletas da base
A condenação no caso Daniel Marcos liga um sinal de alerta sobre a responsabilidade do clube com a integridade física de seus ativos. Embora o valor final seja inferior ao pedido inicial, o pagamento de R$ 3,5 milhões por um atleta que pouco atuou no profissional representa um prejuízo considerável. O desfecho mostra que falhas no suporte ou questões contratuais ligadas a lesões na base podem gerar passivos financeiros pesados, exigindo uma revisão nos protocolos de proteção jurídica e médica do Corinthians.




