Ruan Pablo voltou a aparecer no radar do Bahia como solução interna para Rogério Ceni durante a intertemporada. Recuperado de uma lesão sofrida em janeiro, o atacante de 17 anos voltou a treinar normalmente com o elenco principal.
Após quase cinco meses afastado, o jovem iniciou o processo de retorno pelo sub-20, onde fez duas partidas pelo Campeonato Brasileiro da categoria. A resposta foi suficiente para recolocá-lo no grupo profissional, que trabalha focado na retomada da Série A após a pausa no calendário.
A disputa por espaço não poderia ser mais clara. A ponta direita segue aberta no time titular, um setor ‘sem dono’ desde o início do ano, apesar das tentativas com Ademir, Kike Olivera e Sanabria, todos com estilos distintos e nenhum com sequência convincente.
Ruan chega justamente mirando essa brecha, sabendo que os amistosos da intertemporada funcionam como vitrine direta para Ceni testar peças e definir hierarquias antes da volta das competições oficiais.
Retorno após lesão muda o roteiro
Embora a carência esteja na direita, Ruan Pablo já foi usado majoritariamente pelo treinador na ponta esquerda. No Campeonato Baiano, Kauê Furquim ocupava o lado oposto nas partidas em que o jovem aparecia como titular, o que reforça a versatilidade, mas também expõe a indefinição sobre seu melhor encaixe.
No início da temporada, antes da interrupção forçada, Ruan aproveitou bem o espaço. Atuou nos cinco primeiros jogos do Bahia em 2026, marcou dois gols e participou diretamente de vitórias no Estadual, ganhando confiança interna e atenção da torcida.
O ponto de ruptura veio no Ba-Vi da quinta rodada do Baianão. Titular pela primeira vez em um clássico como profissional, o atacante sofreu uma grave lesão no tornozelo ainda no primeiro tempo, situação que exigiu cirurgia e interrompeu um crescimento que parecia acelerado.
O que isso realmente muda para o Bahia
A volta de Ruan Pablo é positiva, mas está longe de ser garantia de solução. O Bahia precisa de resposta imediata no ataque, e apostar em um jovem recém-recuperado é risco calculado, não plano definitivo. Se Ceni não encontrar rendimento rápido nos testes da intertemporada, a “promessa” vira apenas mais um nome na rotação, e o problema da ponta direita seguirá escancarado na Série A.




