A eliminação do Flamengo para o Vitória na Copa do Brasil recolocou um debate em pauta no Rubro-Negro: a dependência do time em relação a Arrascaeta. Sem o uruguaio em campo, o Mais Querido voltou a apresentar um futebol sem criatividade e sem soluções ofensivas.
O problema não é novo. Desde a chegada de Arrascaeta ao clube, em 2019, a torcida cobra por um substituto à altura — e nenhuma das tentativas teve sucesso até agora. O craque fraturou a clavícula diante do Estudiantes, na Libertadores, encerrando uma sequência de sete vitórias seguidas do Flamengo.
A partir da lesão do camisa 10, o time do técnico Leonardo Jardim empatou com o Vasco, venceu o Grêmio sem convencer e foi eliminado pelo Vitória. Outro desfalque sentido nesse recorte foi o de Lucas Paquetá. Mas como a ausência do uruguaio de fato impacta na queda de desempenho da equipe?
O Flamengo depende demais de Arrascaeta?
O Flamengo depende demais de Arrascaeta?
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Flamengo sem Arrascaeta: quem pode assumir?
Luiz Araújo foi uma das apostas de Leonardo Jardim para tentar cobrir a lacuna deixada pelo uruguaio, mas ficou muito abaixo do esperado. Carrascal, contratado exatamente para ser uma alternativa no meio-campo criativo, também não correspondeu na Copa do Brasil.
O problema, portanto, é estrutural. O Flamengo foi montado para jogar com Arrascaeta, e quando ele falta, ninguém no elenco consegue cumprir sua função com o mesmo nível — controle, visão de jogo, criação de chances e capacidade de decidir sozinho quando necessário.

Arrascaeta jogador do Flamengo comemora seu gol durante partida contra o Atletico-MG no estadio Arena MRV pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Gilson Lobo/AGIF
Contra o Vitória, o time teve posse de bola, mas não transformou isso em chances reais. A fonte de criação, que normalmente passa pelos pés do uruguaio, simplesmente não apareceu no jogo, e o resultado foi uma derrota por 2 a 0 que custou a vaga na competição.

Opinião: o problema não é achar outro Arrascaeta
Talvez a pergunta errada seja “quem pode substituir Arrascaeta?”. A resposta, provavelmente, é ninguém — pelo menos não com o mesmo impacto. O que o Flamengo precisa resolver é como montar um sistema que não entre em colapso na ausência do seu principal jogador.




