Federico Valverde rompeu o silêncio após a eliminação precoce do Uruguai na Copa do Mundo e publicou um desabafo nas redes sociais. Pela primeira vez desde a queda na fase de grupos, o meia do Real Madrid assumiu a responsabilidade pelo desempenho da seleção e reconheceu o fracasso da campanha. “Já se passaram vários dias desde a eliminação e só agora consigo começar a processar tudo o que vivi, embora saiba que há uma parte de mim que, possivelmente, nunca vai conseguir superar outra eliminação na primeira fase, como a que sofri na Copa do Mundo do Catar. Essa ferida ainda continua aberta.”
Além disso, o camisa 15 destacou o peso que sente ao defender a seleção uruguaia e garantiu que se preparou ao máximo para evitar uma nova decepção. “Sinto uma responsabilidade enorme pelo meu país. É um orgulho que me enche a alma. Fiz tudo o que estava ao meu alcance: me preparei física e emocionalmente e tentei não repetir o que aconteceu, trabalhando duro durante toda a temporada. Mas, evidentemente, não foi suficiente.”
Entretanto, Valverde foi além e assumiu publicamente toda a responsabilidade pelo desempenho da equipe. “Assumo a derrota. Assumo por completo a responsabilidade de não ter conseguido cumprir meu dever com a seleção e com vocês.”
Desabafo pela eliminação na Copa do Mundo
No entanto, o meia também reconheceu que ficou abaixo das expectativas durante o Mundial. “Assumo o fracasso e sei que não estive à altura. Mas, sob nenhum ponto de vista, vou renunciar a representar meu país, ainda que isso me custe a vida.”
Enquanto isso, o jogador fez questão de reforçar que continuará defendendo o Uruguai e prometeu lutar para recolocar a seleção entre as principais forças do futebol mundial. “Não sei como nem quando, mas juro pela minha vida que não vou deixar esta seleção sem levá-la ao mais alto nível.”
Além disso, a campanha uruguaia terminou marcada por resultados decepcionantes e problemas internos. A equipe somou apenas dois pontos nos empates contra Cabo Verde e Arábia Saudita, sendo eliminada ainda na fase de grupos. O desempenho aumentou a pressão sobre Marcelo Bielsa, que deixou o comando da seleção após o torneio.
Bielsa nega rebelião dos jogadores
Por fim, antes da despedida, Bielsa confirmou que realizou reuniões com o elenco durante a competição, mas negou qualquer tipo de rebelião no grupo. Segundo o treinador, algumas sugestões feitas pelos jogadores sobre treinamentos e palestras foram aceitas, embora isso não tenha sido suficiente para evitar a eliminação.




