O Painel das SAFs, desenvolvido pelo Observatório Social do Futebol da UERJ, inclui clubes de formação e entidades sem inscrição em competições oficiais. O levantamento aponta 150 clubes constituídos como sociedades anônimas do futebol, um total que não representa 150 vendas de controle nem se limita a equipes do futebol profissional.
Na análise de Irlan Simões, publicada no ge, cerca de 10% desse universo corresponde a clubes dedicados exclusivamente à formação de atletas, com participação, quando existente, em torneios de base. Aproximadamente outros 19% são clubes “de registro”: foram criados oficialmente, mas não estão inscritos em competições oficiais.
Menos da metade dos participantes das Séries A, B e C adotou o modelo
As Séries A, B e C de 2025 reuniram 60 clubes, com 20 participantes em cada divisão. Desse grupo, 25 equipes adotaram o formato SAF, menos da metade do total.
A contagem já inclui o caso recente do Avaí, que disputou a Série B naquela temporada. O recorte de 2025 identifica os participantes das competições, e não o ano em que as 25 sociedades foram constituídas.
Constituir uma SAF não significa vender o controle
A criação da sociedade e a chegada de um comprador são movimentos distintos. Na avaliação de Irlan Simões, o Atlético-MG, em julho de 2023, foi o último caso entre clubes de maior expressão nacional a combinar constituição de SAF e venda de controle.
América-MG, Atlético-GO e Fortaleza aparecem como exemplos de clubes tradicionais que adotaram o formato, mas ainda não encontraram compradores. A estagnação apontada entre os grandes, portanto, diz respeito à combinação entre criação da SAF e venda, e não à abertura de novas sociedades no país.
O Fortaleza constituiu sua SAF sem o objetivo inicial de vendê-la. A nova diretoria, porém, já indicou interesse em buscar investidores.




