A derrota do Coritiba por 3 a 0 para o Flamengo, neste sábado, no Maracanã, teve um lance apontado como determinante pelo técnico Fernando Seabra. Após a partida válida pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, o treinador destacou que a expulsão de Pedro Rocha mudou completamente o rumo do confronto.
Na análise do comandante, a equipe conseguia se manter dentro do cenário previsto pela comissão técnica antes da inferioridade numérica. Mesmo com o crescimento do adversário durante o primeiro tempo, o Coritiba entendia que ainda havia margem para ajustes e correções no intervalo.
Em entrevista coletiva, Seabra explicou que a leitura interna era positiva até o cartão vermelho. “A gente tem um início de jogo bom e realmente depois o Flamengo começa a ter mais presença e mais volume e dominar o terço ofensivo. Mas a gente tinha mapeado com clareza as pequenas correções que a gente podia fazer”, disse.
Expulsão obrigou Coritiba a mudar estratégia
O treinador reforçou que a preparação da partida previa mudanças pontuais para o segundo tempo e que o planejamento estava sendo seguido até a expulsão. “A nossa avaliação durante o primeiro tempo, enquanto tinha 11 contra 11, é que o plano de jogo era factível. Inclusive, a gente já tinha os lances separados para fazer os apontamentos necessários no intervalo”, explicou Seabra.
Com um atleta a menos, o foco passou a ser outro. O Coritiba precisou reorganizar sua estrutura em campo para evitar que o prejuízo fosse ainda maior diante da pressão exercida pelo Flamengo. “É claro que com a expulsão muda tudo, né? A gente precisa se ajustar numa situação de primeiro buscar manter a competitividade. O empate acabou não acontecendo, a margem não ficou mínima, e aí nós mantivemos uma proposta com uma menos, com uma estrutura mais defensiva pra evitar ser muito prejudicado no saldo”.

Fernando Seabra tecnico do Coritiba durante partida contra o Flamengo no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Além da parte tática, Seabra procurou valorizar a importância do grupo permanecer unido após um resultado adverso. O treinador reconheceu que a equipe cometeu falhas durante a partida, mas destacou a necessidade de manter o equilíbrio para reagir na sequência da temporada. “No último jogo, por exemplo, nós conseguimos ter muito mais acertos do que erros. Iniciamos juntos, passamos pela adversidade durante o jogo e terminamos juntos. No jogo de hoje, a gente teve um pouco mais de erros do que acertos. Passamos juntos pela adversidade, não saímos com o resultado que pretendíamos, mas temos que permanecer juntos nos momentos em que erramos mais”, destacou.
Ainda na coletiva concedida após a partida, o treinador evitou individualizar responsabilidades e defendeu que o revés sirva como aprendizado para os próximos compromissos. “O espírito coletivo não pode se prejudicar em função de algumas infelicidades individuais que aconteceram. O que a gente tem que fazer sim é aprender com esses erros pontuais que acabaram dificultando o nosso desempenho hoje, pra que daí sim a gente realmente aproveite o jogo de hoje pra sequência da competição”, completou.
Opinião: Seabra acerta ao destacar o impacto da expulsão
A análise de Fernando Seabra faz sentido porque jogar boa parte de uma partida contra o Flamengo no Maracanã com um jogador a menos altera qualquer planejamento. Mesmo que o Coritiba tenha cometido erros ao longo do confronto, a expulsão ainda no primeiro tempo reduziu consideravelmente as chances de a equipe competir em igualdade e buscar um resultado melhor.




