O ex-atacante Hristo Stoichkov, ídolo da Bulgária e do Barcelona, fez duras críticas ao desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista concedida à Zero Hora durante um evento da Fifa no Central Park, em Nova York, o vencedor da Bola de Ouro de 1994 poupou Carlo Ancelotti, mas responsabilizou diretamente os jogadores pelo fracasso brasileiro no torneio.
Para Stoichkov, o problema da Seleção esteve muito mais dentro das quatro linhas do que no banco de reservas. O búlgaro afirmou que Ancelotti tem capacidade para comandar o Brasil, mas deixou claro que nenhum treinador consegue mudar uma equipe sem comprometimento dos atletas.
Ao ser questionado sobre o que faltou ao time brasileiro, respondeu de forma contundente: “O que faltou? Faltaram 11 jogadores. O Brasil tem um grande treinador, mas o treinador não joga. É preciso ter capacidade, caráter, para saber que o Brasil não é apenas vestir a camisa do Brasil e jogar com essa camisa”.
Ex-craque cobra espírito das gerações campeãs
Na sequência da entrevista, Stoichkov comparou a equipe atual com seleções históricas que marcaram época. O ex-jogador relembrou nomes como Pelé, Tostão, Dunga, Romário, Bebeto, Cafu e Jorginho para defender que o Brasil perdeu a identidade competitiva que sempre o caracterizou.
“O Brasil tem história. Jogaram Pelé e Tostão, mas também jogaram Dunga, Romário, Bebeto, Cafu, Jorginho. Seleções com fome de vencer. A esta seleção, sim, faltou esse espírito para ir buscar a vitória, qualidade”. Em seguida, reforçou a crítica: “Faltou o espírito de vestir a camisa e saber que o Brasil não é uma seleção qualquer. O Brasil tem muitas estrelas e, quando você tem muitas estrelas, precisa demonstrar por que está na seleção”.
A Seleção Brasileira precisa mudar a postura, não apenas o treinador
Apesar das críticas aos jogadores, Stoichkov voltou a defender Carlo Ancelotti e também demonstrou confiança no novo comando da CBF. Segundo ele, o treinador italiano reúne as condições necessárias para recolocar o Brasil entre os protagonistas do futebol mundial, desde que encontre um grupo disposto a competir em alto nível.
“Eu acredito em Carlos Ancelotti, acredito e no novo presidente da Confederação (Samir Xaud), porque são jovens, têm espírito, podem mudar. E espero e desejo que, na próxima Copa, não venham apenas para ir jogar. Têm que ir competir e saber vencer. Não é apenas entrar em campo e dizer: Somos o Brasil, vamos jogar e vamos ganhar”.




