Seleção Brasileira

Stoichkov dispara contra Seleção Brasileira, mas poupa Ancelotti após a Copa do Mundo

O ex-jogador comparou a equipe atual com seleções históricas que marcaram época.

WASHINGTON, DC - DECEMBER 05: Hristo Stoichkov, FIFA leged poses on the red carpet prior to the FIFA World Cup 2026 Official Draw at John F. Kennedy Center for the Performing Arts on December 05, 2025 in Washington, DC. (Photo by Kevin Dietsch/Getty Images)
© Getty ImagesWASHINGTON, DC - DECEMBER 05: Hristo Stoichkov, FIFA leged poses on the red carpet prior to the FIFA World Cup 2026 Official Draw at John F. Kennedy Center for the Performing Arts on December 05, 2025 in Washington, DC. (Photo by Kevin Dietsch/Getty Images)

O ex-atacante Hristo Stoichkov, ídolo da Bulgária e do Barcelona, fez duras críticas ao desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Em entrevista concedida à Zero Hora durante um evento da Fifa no Central Park, em Nova York, o vencedor da Bola de Ouro de 1994 poupou Carlo Ancelotti, mas responsabilizou diretamente os jogadores pelo fracasso brasileiro no torneio.

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Para Stoichkov, o problema da Seleção esteve muito mais dentro das quatro linhas do que no banco de reservas. O búlgaro afirmou que Ancelotti tem capacidade para comandar o Brasil, mas deixou claro que nenhum treinador consegue mudar uma equipe sem comprometimento dos atletas.

Ao ser questionado sobre o que faltou ao time brasileiro, respondeu de forma contundente: “O que faltou? Faltaram 11 jogadores. O Brasil tem um grande treinador, mas o treinador não joga. É preciso ter capacidade, caráter, para saber que o Brasil não é apenas vestir a camisa do Brasil e jogar com essa camisa”.

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Ex-craque cobra espírito das gerações campeãs

Na sequência da entrevista, Stoichkov comparou a equipe atual com seleções históricas que marcaram época. O ex-jogador relembrou nomes como Pelé, Tostão, Dunga, Romário, Bebeto, Cafu e Jorginho para defender que o Brasil perdeu a identidade competitiva que sempre o caracterizou.

“O Brasil tem história. Jogaram Pelé e Tostão, mas também jogaram Dunga, Romário, Bebeto, Cafu, Jorginho. Seleções com fome de vencer. A esta seleção, sim, faltou esse espírito para ir buscar a vitória, qualidade”. Em seguida, reforçou a crítica: “Faltou o espírito de vestir a camisa e saber que o Brasil não é uma seleção qualquer. O Brasil tem muitas estrelas e, quando você tem muitas estrelas, precisa demonstrar por que está na seleção”.

A Seleção Brasileira precisa mudar a postura, não apenas o treinador

Apesar das críticas aos jogadores, Stoichkov voltou a defender Carlo Ancelotti e também demonstrou confiança no novo comando da CBF. Segundo ele, o treinador italiano reúne as condições necessárias para recolocar o Brasil entre os protagonistas do futebol mundial, desde que encontre um grupo disposto a competir em alto nível.

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“Eu acredito em Carlos Ancelotti, acredito e no novo presidente da Confederação (Samir Xaud), porque são jovens, têm espírito, podem mudar. E espero e desejo que, na próxima Copa, não venham apenas para ir jogar. Têm que ir competir e saber vencer. Não é apenas entrar em campo e dizer: Somos o Brasil, vamos jogar e vamos ganhar”.

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