Copa do Mundo

FIFA estuda punição para a Argentina após uso de faixa proibida em classificação para a final

Após vencer a Inglaterra, jogadores argentinos pegaram uma faixa escrita"As Malvinas são Argentinas", em alusão a Guerra entre os países

ATLANTA, GEORGIA - JULY 15: Giovani Lo Celso #11 of Argentina holds a banner after the 2-1 win during the FIFA World Cup 2026 Semi Final match between England and Argentina at Atlanta Stadium on July 15, 2026 in Atlanta, Georgia. The banner refers to the British Overseas Territory of the Falkland Islands, located off the coast of Argentina. Argentina disputes British sovereignty over the islands and refers to them as Las Malvinas. (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)
© Getty ImagesATLANTA, GEORGIA - JULY 15: Giovani Lo Celso #11 of Argentina holds a banner after the 2-1 win during the FIFA World Cup 2026 Semi Final match between England and Argentina at Atlanta Stadium on July 15, 2026 in Atlanta, Georgia. The banner refers to the British Overseas Territory of the Falkland Islands, located off the coast of Argentina. Argentina disputes British sovereignty over the islands and refers to them as Las Malvinas. (Photo by Shaun Botterill/Getty Images)

A comemoração da seleção da Argentina após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo disputada na cidade de Atlanta, motivou a abertura de uma avaliação por parte dos órgãos de controle da entidade máxima do futebol.

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Os jogadores argentinos exibiram no gramado uma bandeira com a inscrição “As Malvinas são argentinas”, gesto que contraria as diretrizes de neutralidade da instituição. Em declaração enviada à equipe de reportagem do portal ge, a federação internacional confirmou o procedimento de verificação do episódio.

No posicionamento oficial enviado ao veículo de imprensa brasileiro, o órgão declarou: “Como é procedimento padrão, o Comitê Disciplinar independente da FIFA está analisando os relatórios da partida e avaliando as circunstâncias relevantes antes de decidir sobre possíveis medidas adicionais, com base no Código Disciplinar da FIFA”. A entidade havia estabelecido, antes do início da partida, a proibição de acesso ao estádio com símbolos ou menções ao conflito militar de 1982, além de vetar manifestações com teor de provocação nas arquibancadas.

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Possíveis punições

O regulamento de conduta prevê uma escala de punições para casos de descumprimento das normas vigentes no torneio. As sanções disciplinares descritas no estatuto da federação englobam desde a emissão de avisos formais e advertências por escrito até medidas financeiras, como aplicação de multas, além de sanções administrativas que incluem a devolução de premiações recebidas e a perda de títulos esportivos conquistados no campeonato.

A responsabilidade das federações nacionais também abrange o comportamento do público presente nas arquibancadas, especificamente em relação a manifestações de desrespeito durante os hinos nacionais dos países adversários. Durante a cerimônia protocolar realizada antes do início do jogo em Atlanta, os torcedores argentinos entoaram cânticos com o objetivo de abafar a execução da canção oficial do Reino Unido, entoando a frase “quem não pula é inglês”.

As punições financeiras estipuladas para a exibição de faixas de caráter político começam em cerca de R$ 31 mil para episódios de menor gravidade, alcançando R$ 62 mil em ocorrências consideradas graves, com acréscimo de 100% no valor em caso de reincidência. Já as perturbações registradas no momento dos hinos nacionais possuem previsão de cobrança inicial de R$ 31 mil no primeiro registro e de R$ 47 mil na segunda infração, com a duplicação dos valores a partir do terceiro incidente.

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Entenda o contexto histórico

O ato praticado pelos jogadores retomou o debate sobre a disputa territorial histórica que envolve as Ilhas Malvinas, arquipélago sob administração britânica desde 1833 e reivindicado pela nação sul-americana. O conflito armado de 1982 estendeu-se por 74 dias e resultou em um total de 907 vítimas fatais, das quais 649 eram de origem argentina, 255 pertenciam às forças militares do Reino Unido e três eram moradores civis da região em disputa.

Em meio ao cenário de possíveis processos disciplinares nos bastidores, a delegação comandada pelo técnico Lionel Scaloni deu início à preparação técnica para a partida decisiva do campeonato mundial. Após assegurar a classificação de virada sobre a representação

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