A Seleção Brasileira enfrenta a Noruega às 17h (de Brasília) em Nova York, em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. De olho no confronto, o zagueiro André Ramalho, do Corinthians, alertou o Brasil sobre os perigos de enfrentar Erling Haaland.
André Ramalho foi companheiro de Haaland em 2019, quando ambos defendiam o Salzburg, da Áustria. Na época, o atacante estava despontando no futebol europeu e ainda era uma promessa.
Em entrevista ao Globo Esporte, o zagueiro corintiano relembrou que Haaland disputou poucas partidas nos primeiros meses, mas ganhou destaque após a saída de Mu’nas Dabbur, atacante israelense que era titular do Salzburg na época.
André Ramalho explica como o Brasil pode parar Haaland
“Foi uma ascensão muito rápida. Nenhum menino teve um início tão avassalador como ele. Em um ano, normalmente o menino está se adaptando, sentindo como é, faz um jogo ali e outro ali, vai bem em um jogo e não em outro e, quando faz gol, não faz da maneira absurda como fez o Haaland. Foi avassalador. Ficávamos espantados”, disse André Ramalho ao ge.
Sobre como ‘parar’ o artilheiro, Ramalho foi direto: “Seria soberba da minha parte querer ensinar o que os zagueiros do Brasil deveriam fazer para marcar o Haaland, eles sabem muito melhor do que eu, até porque eu o peguei lá no começo da carreira e ele já se transformou como atleta.”
“Mas, se eu fosse marcar agora, tentaria dar o mínimo de espaço possível para ele, principalmente dentro da área. Fora da área, não sei se ele vai fazer tanta coisa assim, mas, principalmente dentro da área, quanto menos espaço der para ele, menos risco vai se correr. Ele é um cara que, se der o mínimo de espaço, vai conseguir achar uma brecha para chutar e fazer o gol. Ele é matador, é letal”, completou.
Opinião: experiência de André Ramalho pode ajudar o Brasil
André Ramalho oferece uma leitura interessante antes do jogo. Por ter acompanhado o início da carreira de Haaland, o zagueiro corintiano conhece características que continuam presentes no jogo do artilheiro norueguês. Tudo indica que o Brasil vai precisar controlar os espaços e evitar que o atacante receba em condições de finalizar dentro da área.




