Erling Haaland chega para o duelo contra o Brasil carregando números que impressionam qualquer adversário. Principal estrela da Noruega, o atacante soma 60 gols em apenas 53 partidas pela seleção e entra em campo neste domingo (5), no MetLife Stadium, como a maior referência ofensiva das oitavas de final da Copa do Mundo.
Os números do camisa 9 chamam ainda mais atenção quando comparados aos da Seleção Brasileira. Os oito atacantes convocados por Carlo Ancelotti marcaram, juntos, apenas 42 gols em 193 jogos pelo Brasil. Haaland, sozinho, já ultrapassou toda a produção ofensiva do setor brasileiro vestindo a camisa de seu país.
A diferença ajuda a explicar por que a Noruega deposita tantas esperanças em seu principal astro. Enquanto Haaland vive fase consolidada como goleador, o Brasil ainda busca um centroavante capaz de assumir o protagonismo. Matheus Cunha ganhou espaço durante o Mundial, mas não tem como principal característica a alta média de gols.
Comparação expõe diferença entre os ataques na Copa
Os números individuais reforçam ainda mais a superioridade do norueguês. Haaland acumula 377 gols em 451 partidas na carreira e, sozinho, representa mais da metade dos 665 gols marcados pelos atacantes convocados por Ancelotti. Se forem retirados Vini Jr. e Raphinha da conta, o camisa 9 da Noruega supera, sozinho, os outros seis brasileiros em gols na carreira.
Vini Jr., com 13 gols pela Seleção, e Raphinha, com 11, são os principais artilheiros do atual elenco brasileiro. Ainda assim, a dupla não consegue se aproximar da marca construída por Haaland defendendo apenas a Noruega, algo que evidencia o tamanho do desafio que o sistema defensivo brasileiro terá pela frente.
Além da força ofensiva do adversário, o Brasil entra pressionado pela necessidade de vencer para seguir vivo na Copa do Mundo. Com quatro pontos no Grupo G, a equipe de Carlo Ancelotti encara um confronto decisivo e sabe que qualquer vacilo diante de um atacante tão eficiente pode custar caro.
Brasil precisará responder dentro de campo
A comparação entre Haaland e o ataque brasileiro pesa antes da bola rolar, mas estatísticas não garantem classificação. O Brasil terá a obrigação de transformar posse de bola e volume ofensivo em gols, porque enfrentar um dos maiores artilheiros do futebol mundial desperdiçando oportunidades costuma ser a receita perfeita para uma eliminação precoce.




