O Palmeiras tem 100% de aproveitamento com três vitórias na Copa Libertadores da América e já é dono da melhor campanha em 2022. Para confirmar o favoritismo, o Verdão entra em campo nesta terça-feira (3) e encara o Independiente Petrolero pela quarta rodada da competição, mas enfrenta um problema, a altitude.
O Alviverde jogará em uma altitude de 2800 metros, na cidade de Sucre, na Bolívia. Dessa forma, o coordenador científico da equipe, Daniel Gonçalves, falou dos desafios sobre este confronto. “As medidas em relação à altitude são para minimizar os efeitos negativos, já que eles ocorrerão sob o ponto de vista fisiológico, e também potencializar situações físicas como o aumento da velocidade dos corpos e da bola. Por conta da menor densidade do ar, há uma diminuição na pressão de oxigênio, e, então, os atletas tendem a ter dificuldades respiratórias”, afirmou.
Outros fatores
Um outro atributo que ocorre na altitude é a velocidade da bola, como explica novamente o coordenador. “Mas, por outro lado, a bola muda sua trajetória e sua velocidade. Quanto mais rapidamente nos adaptarmos a essas questões, sobretudo mental (de o atleta saber o quanto o seu corpo vai sofrer), melhor será a performance no jogo”, acrescentou.
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Por fim, Daniel afirmou que o Palmeiras já vinha se preparando há algum tempo, pensando na altitude. “As medidas já estão em prática há algumas semanas, como o monitoramento bioquímico e do sangue dos atletas, pois sabemos que o transporte de oxigênio dentro do corpo tem relação com as hemácias e com o ferro. Sendo assim, já tentamos corrigir isso por alimentação e medicamentos específicos. Implementamos também a hidratação fracionada ao longo do dia, já que a altitude aumenta a frequência respiratória e, por consequência, o ressecamento das vias aéreas e, com isso, uma desidratação maior”, completou.




