Multa milionária cobrada pelo Fortaleza
A saída de Marcelo Paz do Fortaleza segue gerando desdobramentos fora de campo. O ex-CEO do clube recebeu uma notificação formal do Conselho Administrativo da SAF, que cobra o pagamento de R$ 1 milhão, valor previsto em contrato para casos de renúncia antes do término do vínculo. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Sérgio Ponte e confirmada pelo Diário do Nordeste.
O acordo de Marcelo Paz com o Fortaleza tinha validade até o fim de 2026. A comunicação oficial de desligamento foi entregue na segunda-feira (29) e, já no dia seguinte, o dirigente foi notificado sobre a penalidade contratual. Pouco depois, ele foi anunciado pelo Corinthians e se deslocou para São Paulo, onde inicia sua nova função.
Cláusulas e período de transição de Marcelo Paz
De acordo com o que consta no contrato, Marcelo Paz deveria cumprir um período de transição, acompanhando o início do trabalho do novo CEO do clube, Pedro Martins, oficializado no dia 28, além do aviso prévio previsto no acordo. O descumprimento dessa etapa é o ponto central que fundamenta a cobrança da multa milionária, conforme apuração do Diário do Nordeste.
Procurado para comentar o caso, Marcelo Paz foi direto e preferiu não se aprofundar no assunto. Em contato com o veículo, declarou apenas que “nesse momento, não quero falar sobre esse tema”.
Marcelo Paz deixou oficialmente o Fortaleza no último sábado (27) e assumiu o Departamento de Futebol do Corinthians, com contrato válido também até o final de 2026, iniciando um novo capítulo de sua carreira no futebol brasileiro. Além de Marcelo Paz, o Laion enfrenta outras possíveis saídas, como a do jogador Yago Pikachu.

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A cobrança do Fortaleza segue uma lógica estritamente contratual. Independentemente da relevância do trabalho exercido por Marcelo Paz no clube, acordos assinados precisam ser respeitados, especialmente em um ambiente de SAF, onde a gestão profissional exige previsibilidade jurídica. O caso reforça a importância de transições bem conduzidas e acordadas entre as partes para evitar conflitos institucionais.




