Crise da Eagle Football trava reforços no Botafogo e John Textor vira alvo de pressão

Botafogo vem enfrentando dificuldades para contratar

John Textor, CEO do Botafogo. Foto: Jorge Rodrigues/AGIFFoto: Jorge Rodrigues/AGIF
John Textor, CEO do Botafogo. Foto: Jorge Rodrigues/AGIFFoto: Jorge Rodrigues/AGIF

Botafogo encerrou negociações com Wendel

O Botafogo anunciou oficialmente, nesta quarta-feira (21), o rompimento do acordo que levaria o volante Wendel para General Severiano. Conforme comunicado do clube, a decisão decorre de sanções aplicadas aos proprietários do Zenit, da Rússia.

Contudo, fontes ligadas ao futebol europeu indicam que a rescisão tem relação direta com a insatisfação dos dirigentes russos diante das dificuldades financeiras da Eagle Football Holding, grupo que controla o departamento de futebol do Alvinegro.

Ainda no início desta temporada, Botafogo e Zenit chegaram a um entendimento para a transferência do atacante Artur. Pelo acerto, o clube carioca se comprometeu a desembolsar 10 milhões de euros, valor equivalente a R$ 61,9 milhões na cotação da época.

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Entretanto, os pagamentos referentes à negociação estão em atraso, o que gerou desconforto por parte da equipe russa. Assim, diante desse cenário, o Zenit optou por encerrar as tratativas envolvendo Wendel, como forma de resguardar seus interesses.

Times de Textor na Europa enfrentam dificuldades

No contrato articulado para a chegada de Wendel, o Botafogo desembolsaria 20 milhões de euros (cerca de R$ 123 milhões). Entretanto, atento às dificuldades financeiras que a Eagle Football Holding vem enfrentando, o Zenit passou a cobrar com mais rigor o cumprimento das obrigações relativas à venda de Artur. Portanto, na tentativa de evitar um novo impasse comercial, o clube russo decidiu paralisar a liberação do meio-campista brasileiro.

Vale destacar que os desafios econômicos da Eagle Football Holding não se limitam ao futebol sul-americano. Na Europa, a holding comandada por John Textor também enfrenta sérios obstáculos. O Lyon, uma das principais equipes sob controle do empresário, inclusive convive com o risco de rebaixamento no Campeonato Francês, reflexo das dificuldades em atender às exigências dos órgãos reguladores locais quanto à apresentação de balanços financeiros sustentáveis.

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John Texto, presidente da SAF do Botafogo.. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

John Texto, presidente da SAF do Botafogo.. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Textor é alvo de perseguição política

Diante desse quadro, Textor tem adotado um discurso de enfrentamento. Em manifestações públicas, garantiu que dispõe dos recursos necessário, estimados em aproximadamente 100 milhões de dólares — para regularizar a situação. Além disso, afirma ser alvo de perseguição política por parte das autoridades francesas, o que, segundo ele, agrava o cenário.

Por consequência dessa instabilidade financeira, o Botafogo também tem encontrado barreiras para avançar nas negociações por novos reforços. Por fim, mesmo às vésperas da disputa do Mundial de Clubes, previsto para começar em junho, o clube ainda não anunciou contratações. Wendel, que seria o primeiro nome a ser confirmado, acabou ficando pelo caminho após a rescisão do acordo.

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