O técnico da seleção dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, afirmou que a polêmica envolvendo a liberação de Folarin Balogun não influenciou a derrota por 4 a 1 para a Bélgica, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Após a eliminação, o treinador disse estar incomodado com a repercussão do caso e criticou as acusações direcionadas ao atacante e ao ambiente da seleção.
Em entrevista coletiva, Pochettino declarou que o episódio foi tratado de forma inadequada fora de campo. “Quero dizer uma coisa, mas é muito pessoal. Muito frustrado e decepcionado com as pessoas. Elas deveriam compreender a situação e não misturar as coisas. Não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa. Simplesmente não era o nosso dia”, afirmou.
O treinador também comentou as mensagens recebidas durante a polêmica e criticou a associação do caso a temas políticos e questionamentos sobre a integridade das pessoas envolvidas. “Qual é o sentido de insultar alguém, de enviar uma quantidade enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? (…) Colocam política no meio, falam em manipulação, questionam ética e integridade”, disse.
Relembre a polêmica
Balogun havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina após um lance revisado pelo VAR e recebeu cartão vermelho aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Posteriormente, o Comitê Disciplinar da Fifa revogou a suspensão automática, permitindo que o atacante enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final.
O caso ganhou repercussão após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar que conversou com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para tratar da situação. Depois da decisão, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou uma nota em apoio a Raphael Claus, enquanto Infantino afirmou que o Comitê Disciplinar atua de forma independente.
Pochettino afirmou que apenas cumpriu seu papel diante da possibilidade prevista no regulamento da competição. “Eu sou o treinador da seleção. Existe uma regra que permite à federação solicitar que um jogador fique disponível. A minha função era treinar a equipe. Se o jogador estava disponível porque o regulamento da Fifa permitia isso, então não havia problema”, declarou. Em seguida, acrescentou: “O debate deveria ser apenas sobre a possibilidade prevista no regulamento para essa situação, como já aconteceu com outros jogadores e outras seleções.”
Derrota para a Bélgica
Ao analisar o resultado diante da Bélgica, o treinador reconheceu a superioridade do adversário e descartou qualquer influência da polêmica no rendimento da equipe. “Não jogamos da maneira que deveríamos jogar nem mostramos a qualidade que temos. Tudo o que estava acontecendo ao redor ficou do lado de fora. Não acho que tenha sido uma situação que tenha afetado o grupo. A Bélgica foi melhor do que nós, e é isso”, concluiu.




