Matías Fernández-Pardo será um dos personagens mais observados das quartas de final da Copa do Mundo. O atacante de 21 anos, que atualmente defende o Lille, da França, escolheu representar a Bélgica há apenas dois meses e agora terá justamente a Espanha como adversária na disputa por uma vaga entre os quatro melhores da competição.
Nascido em Bruxelas e filho de pai espanhol, o jovem vive uma situação incomum. Enquanto será apoiado pelos torcedores belgas, também deve enfrentar críticas dos espanhóis, que esperavam vê-lo vestindo a camisa da seleção comandada por Luis de la Fuente.
A decisão surpreendeu principalmente porque o próprio jogador havia declarado, em 2024, que seu sonho era defender a Espanha. Em entrevista ao jornal Marca, Matías foi direto ao afirmar: “Quero jogar pela Espanha, sem dúvida. Se me quiserem, não há dúvida. Sei que há concorrência, mas gosto de desafios”.
Espanha insistiu, mas perdeu o atacante
Depois da declaração, a Federação Espanhola providenciou toda a documentação necessária para concluir a mudança de nacionalidade esportiva. Em fevereiro de 2025, o processo foi finalizado, e o atacante recebeu sua primeira convocação para a seleção espanhola sub-21.
Pouco antes da apresentação, porém, Matías alegou uma lesão muscular e acabou cortado. Dias depois, entrou em campo normalmente pelo Lille no Campeonato Francês. A Espanha ainda tentou convocá-lo para o Europeu Sub-21, para o Mundial Sub-20 e para amistosos da categoria, mas em todas as oportunidades o jogador acabou ficando fora.
Nem mesmo a comissão técnica da seleção principal desistiu rapidamente do atacante. Luis de la Fuente enxergava em Matías uma opção para reforçar o setor ofensivo e mantinha a esperança de contar com ele na Copa do Mundo, até que a Federação Belga confirmou, em maio deste ano, o retorno definitivo do jogador à equipe nacional.
Opinião: Escolha coloca Matías sob os holofotes
A partida entre Bélgica e Espanha transformou a decisão de Matías Fernández-Pardo em um dos assuntos mais comentados do confronto. Se corresponder em campo, a escolha pela Bélgica ganhará força e fará a Espanha lamentar ainda mais a perda de um talento promissor. Se falhar, a pressão e as comparações inevitavelmente voltarão, porque esse tipo de decisão costuma acompanhar um jogador por muitos anos.




