A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo de 2026 foi marcada por uma nova polêmica fora das quatro linhas. Após a vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, os jogadores comemoraram no gramado do Estádio de Atlanta exibindo uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas”, mensagem que havia sido proibida pela Fifa antes da partida.
Além disso, a celebração chamou atenção porque a entidade máxima do futebol havia determinado restrições específicas para o confronto. Antes da semifinal, a Fifa orientou que torcedores e participantes não exibissem bandeiras, faixas ou qualquer manifestação relacionada à Guerra das Malvinas, assim como mensagens consideradas provocativas durante o evento.
Entretanto, imagens registradas logo após o apito final mostraram diversos atletas argentinos reunidos ao redor da faixa durante a comemoração da classificação. Entre eles estavam Lionel Messi, Lisandro Martínez, Cristian Romero e Giuliano Simeone. Em seguida, o material foi retirado do gramado e acabou sendo levado para a arquibancada.
Faixa causou polêmica com a Argentina
No entanto, a manifestação reacendeu uma rivalidade histórica entre argentinos e ingleses que ultrapassa o futebol. O tema das Ilhas Malvinas continua sendo um dos principais pontos de tensão entre os dois países e costuma ganhar destaque sempre que as seleções se enfrentam em grandes competições.
Além disso, o conflito conhecido como Guerra das Malvinas aconteceu em 1982 e teve duração de 74 dias. A disputa envolveu a soberania do arquipélago, administrado pelo Reino Unido desde 1833 e reivindicado pela Argentina. Ao todo, a guerra deixou 907 mortos, sendo 649 argentinos, 255 britânicos e três civis das ilhas.
Enquanto isso, a classificação colocou a Argentina novamente na decisão da Copa do Mundo. A equipe comandada por Lionel Scaloni eliminou a Inglaterra de virada e agora enfrentará a Espanha na grande final do torneio.
Provocação contrariou pedido da Fifa
Por fim, a provocação durante a comemoração rapidamente ganhou repercussão internacional, principalmente pelo fato de contrariar uma orientação prévia da Fifa para evitar manifestações ligadas ao conflito histórico durante a competição.




