Copa do Mundo

Ancelotti tem salário superior ao de Scaloni, da Argentina, e De la Fuente, da Espanha, juntos

Os dois técnicos finalistas percorreram um caminho interno até chegar ao comando das seleções

MIAMI GARDENS, FLORIDA - JUNE 24: Carlo Ancelotti, Head Coach of Brazil, walks out of the tunnel for the second half during the FIFA World Cup 2026 Group C match between Scotland and Brazil at Miami Stadium on June 24, 2026 in Miami Gardens, Florida. (Photo by Megan Briggs/Getty Images)
© Getty ImagesMIAMI GARDENS, FLORIDA - JUNE 24: Carlo Ancelotti, Head Coach of Brazil, walks out of the tunnel for the second half during the FIFA World Cup 2026 Group C match between Scotland and Brazil at Miami Stadium on June 24, 2026 in Miami Gardens, Florida. (Photo by Megan Briggs/Getty Images)

A decisão da Copa do Mundo de 2026 colocará frente a frente Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, mas um detalhe fora das quatro linhas também chama atenção. Juntos, os treinadores de Argentina e Espanha recebem menos da metade do salário pago pela CBF a Carlo Ancelotti, técnico daSeleção Brasileira, eliminada nas oitavas de final pela Noruega.

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De acordo com informação do jornalista Rafael Reis, do UOL, Ancelotti recebe cerca de 10 milhões de euros por ano, o equivalente a R$ 58,2 milhões. Já Scaloni tem vencimentos de 2,3 milhões de euros anuais (R$ 13,5 milhões), enquanto Luis de la Fuente ganha aproximadamente 2 milhões de euros por temporada (R$ 11,7 milhões).

Na prática, os dois finalistas da Copa somam 4,3 milhões de euros por ano, valor que não chega à metade do salário do treinador da Seleção Brasileira. A diferença chama atenção justamente porque Argentina e Espanha disputarão o título do Mundial.

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Caminhos diferentes até o topo

Os valores refletem trajetórias completamente distintas. Carlo Ancelotti chegou à Seleção Brasileira após construir uma carreira histórica no futebol europeu, com cinco títulos da Liga dos Campeões, e foi contratado para recolocar o Brasil entre os protagonistas do futebol mundial.

Scaloni percorreu um caminho oposto. Depois de integrar a comissão técnica de Jorge Sampaoli na Copa de 2018, assumiu a Argentina de forma interina e conquistou a confiança da AFA. Desde então, levantou duas Copas América, em 2021 e 2024, além do título mundial de 2022.

Luis de la Fuente também cresceu dentro da própria federação espanhola. O treinador passou pelas categorias de base, conquistou títulos no sub-19 e no sub-21, além da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Promovido após a saída de Luis Enrique, ainda conquistou a Liga das Nações e a Eurocopa antes de chegar à final da Copa do Mundo.

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Salário alto de Ancelotti não garantiu o resultado

A comparação entre os salários escancara uma realidade incômoda para a CBF. O treinador mais bem remunerado entre os semifinalistas assistirá à final pela televisão, enquanto dois técnicos formados dentro de suas federações disputarão o maior título do futebol. Investir pesado em um nome consagrado pode trazer impacto imediato, mas a Copa mostrou que planejamento, continuidade e desenvolvimento de longo prazo continuam pesando muito mais do que cifras milionárias.

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