A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 continua provocando debates sobre os rumos do futebol nacional. Desta vez, a empresária Rafaela Pimenta, agente de Erling Haaland, analisou o momento da equipe e defendeu mudanças profundas na formação dos jogadores brasileiros.
Em entrevista à ESPN Brasil, Rafaela afirmou que o resultado negativo deve servir como aprendizado, e não como uma caça aos culpados. Para ela, o país precisa rever a maneira como conduz a transição dos jovens talentos para o futebol profissional.
“A derrota serve para a gente aprender, não para a gente ficar se lamentando, nem para ficar batendo na tecla de quem errou e quem acertou. Com o que a gente tem de talento no Brasil, menino querendo jogar, por que a gente está sufocando a subida deles para o profissional?”, afirmou a empresária.
Brasil precisa mudar a formação dos jogadores
Durante a entrevista, Rafaela também usou a Noruega como exemplo de um projeto desenvolvido com organização e paciência. Segundo ela, o Brasil não pode mais acreditar que a tradição basta para manter a vantagem sobre os demais países. “Não é porque a gente é brasileiro que a gente é automaticamente bom. Existe uma arrogância da parte dos clubes brasileiros: ‘É brasileiro, é uma joia rara. Ele é pior que o outro, mas eu acho que ele é melhor’. Não está ajudando ninguém.”
Na sequência, a agente reforçou que muitos atletas chegam ao futebol europeu com uma postura equivocada. “O jogador brasileiro chega aqui achando que é a última bolacha do pacote. E ele não é a última bolacha do pacote. Ele pode ser incrível, mas tem que estar igual aos outros.”
Advogada de formação, Rafaela Pimenta assumiu parte da carteira de clientes de Mino Raiola após a morte do empresário, em 2022. Atualmente, ela representa Erling Haaland e outros nomes importantes do futebol europeu, acumulando experiência no desenvolvimento de carreiras em alto nível.
Noruega serve de exemplo para o Brasil
As declarações ganharam ainda mais repercussão porque partiram da agente do principal jogador da Noruega, seleção que eliminou o Brasil da Copa do Mundo com dois gols de Erling Haaland. O recado expõe que apenas o talento já não garante vantagem. Sem mudanças na formação dos atletas e no planejamento do futebol brasileiro, o risco de novas frustrações em grandes torneios seguirá cada vez maior.




