Campeonato Brasileiro

“Sou a voz que decide”: Zé Ricardo impõe sua autoridade após irritação de medalhão do Vasco

Equipe cruz-maltina não teve bom desempenho e apenas empatou em 1 a 1 contra o Vila Nova

Thiago Ribeiro/AGIF - Zé Ricardo, técnico do Vasco
© Thiago Ribeiro/AGIFThiago Ribeiro/AGIF - Zé Ricardo, técnico do Vasco

O Vasco não conseguiu um resultado positivo em sua estreia na Série B do Brasileirão desta temporada. Na frente de 17.251 torcedores a equipe carioca teve um desempenho bem abaixo que resultou em apenas um empate em 1 a 1 contra o Vila Nova. O clube Cruz-maltino balançou as redes com Raniel, mas viu Arthur Rezende deixar tudo igual minutos depois. Logo após o apoio da torcida se transformou em protesto e o time deixou o campo sob críticas. O que foi uma decepção, de acordo com o técnico Zé Ricardo.

Ao ser questionado durante entrevista coletiva sobre a sua perspectiva, o técnico foi contundente. “Decepção é a palavra, certamente todos esperávamos mais, o clima que foi criado para essa partida era bom, principalmente sabendo que os ingressos estavam esgotados, criou-se uma expectativa para fazermos um bom jogo, sair daqui com o resultado. O jogo era em casa, precisávamos dos três pontos, a série B é complicada, em casa precisamos confirmar. Começamos bem a partida, conseguimos fazer o gol mas levamos o empate em seguida, e isso tirou um pouco o nosso equilíbrio. A pressão aumenta conforme o tempo vai passando, mas temos que entender que a estreia tem alguns fatores que acabam pesando. Mas certamente precisamos trabalhar mais para, em Maceió, no próximo jogo, recuperarmos os pontos que deixamos aqui”, relatou

Além disso, o comandante comentou também sobre a reação de Nenê ao ser substituído na metade do segundo tempo. O capitão do time ficou claramente irritado e jogou a braçadeira no chão. Zé Ricardo evitou criar polêmica sobre o assunto e fez questão de deixar claro que é ele quem manda na equipe.

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Leia mais: Zé Ricardo terá que pensar em alternativa após atacante uruguaio voltar atrás e desistir de fechar com o Vasco

“A gente não teve conversa depois do jogo. No vestiário, só fizemos a roda. Não tive conversa. Cabeça quente. Não foi a primeira vez que o Nenê fez isso, em outros clubes ele também já fez. Ele quer jogar o tempo todo. É nossa referência. Naquele momento, entendi que o primeiro volante do Vila Nova estava tendo facilidade para jogar. O Vasco não conseguia com ele ou com o Raniel fechar as diagonais. Não estávamos conseguindo pressionar a saída de bola do adversário. Então eu entendi que sangue novo poderia resolver. Tanto Getúlio, quanto Figueiredo poderiam fazer essas funções, sem deixarmos de ser agressivos, de ter presença na área. Essa foi a decisão. Entendo que foi uma reação de quem desejava estar em campo. Não vou polemizar, até porque não conversamos. Isso a gente resolve internamente. Se tiver de tomar alguma decisão diferente, eu tomarei. Enquanto eu estiver à frente do Vasco, sou a voz que decide. A minha decisão é sempre pelo bem do Vasco”, pontuou. O Gigante da Colina volta a campo no próximo sábado (16)para o duelo contra o CRB, às 19h no estádio Rei Pelé, em Maceió.

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