José Jerí decreta estado de emergência em Lima e ameaça a final da Libertadores 2025

A crise política e social no Peru reacende a discussão sobre a segurança da final da Libertadores 2025, marcada para Lima, enquanto a Conmebol tenta conter rumores de mudança de sede

Carros passam em frente ao portão principal do Estádio Monumental de Lima em 8 de novembro de 2019, em Lima, Peru. Como resultado dos protestos e da agitação social que começaram em 18 de outubro, o Chile decidiu se retirar da final da Copa Libertadores da América, marcada para 23 de novembro. A CONMEBOL decidiu transferir a primeira final única deste torneio para o Estádio Monumental de Lima. (Foto de Raul Sifuentes/Getty Images)
Carros passam em frente ao portão principal do Estádio Monumental de Lima em 8 de novembro de 2019, em Lima, Peru. Como resultado dos protestos e da agitação social que começaram em 18 de outubro, o Chile decidiu se retirar da final da Copa Libertadores da América, marcada para 23 de novembro. A CONMEBOL decidiu transferir a primeira final única deste torneio para o Estádio Monumental de Lima. (Foto de Raul Sifuentes/Getty Images)

Conmebol evita alarde e diz que troca de sede é “mera especulação”

A menos de 40 dias da decisão da Copa Libertadores 2025, o cenário político no Peru colocou em xeque a realização da final em Lima, prevista para o dia 29 de novembro. O presidente José Jerí decretou estado de emergência por 30 dias na capital, medida que valerá até 21 de novembro, oito dias antes da partida que consagrará o campeão sul-americano.

Questionada pelo Lance! sobre a possibilidade de alteração do local, a Conmebol declarou que qualquer informação sobre o tema é “mera especulação”, reforçando que não há posicionamento oficial sobre mudanças no planejamento. Mesmo assim, fontes próximas à entidade admitem preocupação com o agravamento da instabilidade e o impacto direto na logística e na segurança do evento.

Nos bastidores, Assunção é vista como opção imediata

De acordo com informações de bastidores, a Conmebol chegou a discutir uma alternativa para a final ainda durante a crise de Dina Boluarte, mas preferiu manter o calendário na expectativa de que a situação se normalizasse. No entanto, com novos protestos e a morte do rapper Eduardo Ruiz Sanz (Trvko) em confrontos com a polícia, a capital peruana se tornou novamente o centro de uma onda de tensão.

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A repressão policial, somada à pressão popular por reformas políticas, elevou o alerta máximo entre as confederações nacionais. O nome de Assunção, no Paraguai, sede da Conmebol, voltou a ser o mais cotado caso uma mudança emergencial se torne inevitável. O movimento reforçaria a influência política de Alejandro Domínguez, que transformou o país em um ponto estratégico para eventos da entidade.

Protestos intensificam crise e geram pressão sobre o governo Jerí

Os protestos que tomaram as ruas de Lima na última semana ganharam proporções violentas. Grupos concentrados na Praça San Martín incendiaram barricadas e entraram em confronto com as forças policiais, que reagiram com gás lacrimogêneo e balas de borracha, deixando dezenas de feridos. O governo confirmou 55 policiais e 20 civis machucados, além de dez detenções.

RS – Porto Alegre – 22/11/2017 – Libertadores 2017, Grêmio x Lanús – Taca Libertadores da América durante partida na Arena do Grêmio pela Libertadores 2017. Foto: Jeferson Guareze/AGIF

RS – Porto Alegre – 22/11/2017 – Libertadores 2017, Grêmio x Lanús – Taca Libertadores da América durante partida na Arena do Grêmio pela Libertadores 2017. Foto: Jeferson Guareze/AGIF

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Após a repercussão da morte de Trvko, o presidente José Jerí publicou uma nota oficial, dizendo que “as investigações devem determinar com objetividade os fatos e responsabilidades”. Mesmo assim, o episódio alimentou críticas à condução de seu governo, que completou apenas seis dias desde a posse após o impeachment de Dina Boluarte. As manifestações agora pedem o fechamento do Congresso, uma nova constituinte e reformas contra o aumento da criminalidade.

Opinião da Redação Antenados no Futebol

A Conmebol terá um grande desafio pela frente: conciliar segurança e prestígio. Adiar a decisão ou transferi-la de sede pode manchar a imagem de estabilidade que Alejandro Domínguez tenta consolidar. No entanto, diante do cenário de instabilidade no Peru e do risco real à segurança da partida, vale a pena adiar a decisão, influenciando a logística de times e torcedores, ou ainda manter o palco em Lima?

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