Botafogo

Anselmi explica escolhas no Botafogo e rebate questionamentos sobre Ponte na zaga

A equipe conseguiu reverter o placar adverso do jogo de ida e se classificou na competção

Martin Anselmi tecnico do Botafogo durante partida contra o Nacional Potosi no estadio Engenhao pelo campeonato Copa Libertadores 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
© Thiago Ribeiro/AGIFMartin Anselmi tecnico do Botafogo durante partida contra o Nacional Potosi no estadio Engenhao pelo campeonato Copa Libertadores 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

O Botafogo confirmou a classificação para a terceira fase da Libertadores ao superar o Nacional Potosí por 2 a 0, resultado suficiente para reverter o cenário da ida. Apesar da vaga assegurada, o ambiente foi de tensão, com manifestações da torcida e questionamentos direcionados ao técnico Martín Anselmi.

Ponte na zaga do Botafogo?

O principal ponto debatido foi a utilização de Mateo Ponte em função mais recuada durante a partida. Ao responder sobre o tema, o treinador detalhou a estrutura pensada para o confronto. “Acho que tem que olhar melhor. Nós construímos hoje com três, mas no primeiro tempo defendemos com quatro. Ponte jogou de lateral. Então, se eu coloco um zagueiro a mais, não posso defender com quatro. Eu queria defender com quatro. Nós, no primeiro tempo, defendemos no 4-2-3-1, no 4-4-2 às vezes. Mas nós defendemos: Ponte, Bastos, Barboza, Telles; Vitinho, Newton, Danilo, Montoro, Barrera e Martins, 4-2-3-1. Se eu coloco Justino ou Ythallo, não consigo defender dessa forma. Então, tem que olhar. Meu trabalho como treinador é ter todas as possibilidades”, iniciou Anselmi.

O argentino também explicou que a versatilidade do atleta amplia alternativas durante o jogo. “Gosto muito de analisar o rival. Mas também, neste caso, não tinha muita informação do adversário. Eles não estão jogando ainda o Campeonato Boliviano, tinham uma vantagem em sua casa… Eu achava que eles iriam jogar com cinco atrás, mas que também podiam atacar com quatro, com cinco. Tenho que estar preparado para qualquer mudança que podem fazer. E a versatilidade também que dá Mateo, neste caso, além de que, para mim, é um jogador importante. Ele me dá essa versatilidade para jogar, se eu preciso defender com cinco ou com três, ou se preciso defender com quatro”, continuou.

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Mateo Ponte jogador do Botafogo durante partida contra o Cruzeiro no estadio Engenhao pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Mateo Ponte jogador do Botafogo durante partida contra o Cruzeiro no estadio Engenhao pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Análise tática e cautela com os jovens do Botafogo

Anselmi ainda destacou que a construção poderia variar conforme a pressão adversária. “Sobre a construção com três, também estamos preparados para uma construção com dois, segundo a pressão do Nacional Potosí. Se eu quero construir com dois, posso construir com Bastos e com Barboza e jogar com quatro, ou seja, com dois laterais de ofício, que podem ser Ponte e Telles. Posso jogar com Vitinho como extremo ou por dentro. Então, todas essas coisas que quando você vai armando uma escalação está pensando em muitas coisas.”

Ele complementou explicando a estratégia inicial. “Se você me pergunta, por que escolhi construir com três no início do jogo? Porque eu queria ter controle do jogo, porque é um jogo muito longo. Queria ter controle do jogo para fazer um jogo em que nós pudéssemos ficar com a bola e fazer dano. Se não conseguíssemos fazer dano, eu tinha três opções que podíamos mudar, uma com o mesmo sistema e duas com substituições”, completou.

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O treinador também pediu ponderação ao falar dos jovens defensores. “Por outro lado, Ythallo e Justino são jogadores jovens, que estão aqui para evoluir, para nos dar um suporte, e minha tarefa é elevá-los pouco a pouco. Mas acabou jogando o Justino. Ele estreou na Copa Libertadores, é muito importante para Botafogo isso. E foi o capitão no outro dia contra o Boavista. Então, calma. São jovens que temos que elevar pouco a pouco, mas também acredito muito neles. Se não, não teria colocado o Justino hoje”, finalizou.

Opinião da redação do Antenados no Futebol

A classificação mantém o Botafogo vivo na competição, mas o debate sobre escolhas táticas evidencia a cobrança natural em jogos decisivos. A explicação de Anselmi revela preocupação com controle estrutural e versatilidade, especialmente diante de um adversário com pouca referência recente. O desafio agora será transformar a classificação em estabilidade de desempenho.

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