De acordo com apuração do jornal A TARDE, o Grupo City está em tratativas para elevar sua participação na SAF do Bahia, atualmente dividida entre 90% para o conglomerado e 10% para a associação civil do clube. A movimentação envolve a compra de parte das ações que ainda pertencem ao clube social, dentro dos limites estabelecidos em contrato.

Quando a operação foi concluída, em 2023, ficou definido que o investidor poderia ampliar sua participação em até 5%, alcançando 95% do controle. Segundo a reportagem, a negociação em andamento prevê a aquisição de um percentual menor do que o teto permitido, o que mantém margem para futuros movimentos estratégicos.

Modelo prevê repasses e regras de governança

Pelo acordo firmado, o Grupo City realiza aportes financeiros e também efetua pagamentos anuais à associação civil. Um dos valores conhecidos é o de R$ 2,5 milhões por temporada pelo uso da marca, que permanece vinculada ao clube social.

Luciano Juba jogador do Bahia comemora seu gol com jogadores do seu time durante partida contra o Sport no estadio Fonte Nova pelo campeonato Brasileiro A 2025. Foto: Walmir Cirne/AGIF

Além disso, a associação tem direito a 10% de eventuais dividendos distribuídos pela SAF, cenário que ainda não ocorreu, já que os exercícios recentes apresentaram déficit.

A eventual venda de novas ações pode reforçar o caixa da associação civil, que pretende direcionar recursos para outras modalidades esportivas e para a manutenção de sua estrutura administrativa. O tema, contudo, precisa seguir trâmites internos antes de qualquer definição.

“Essa venda é muito boa para ambos. Para o Grupo City, que está adquirindo mais ações, é bom pois consolida sua posição e é um selo de qualidade de que ele está fazendo uma boa gestão. Se não tivesse, o clube social não faria essa venda. Consolida seu trabalho bem feito e seu investimento no Brasil. Para a associação civil é um negócio que entra imediatamente valores no caixa dela para poder usar da melhor forma que quiser, seja em investimentos no clube, quitar dívidas, diversificar os esportes”, afirmou Higor Maffei Bellini, advogado, mestre em Direito Desportivo pela PUC/SP.

Opinião da redação do Antenados no Futebol

A possível ampliação da participação do Grupo City reforça a consolidação do modelo de SAF no Bahia. O processo exige transparência e aprovação dos órgãos internos, o que tende a dar legitimidade à decisão. O equilíbrio entre fortalecimento financeiro e preservação da identidade institucional será determinante para os próximos passos do clube.