Andrés Rueda ganhou a eleição para ser presidente do Santos, em dezembro de 2020. O triênio sob a gestão do mandatário tem a perspectiva de acontecer até 2023. Na época, as votações contaram com o recorde de 8.249 votos. Diante de diversos desafios, o executivo encontrou na casa dos R$ 700 milhões em débitos e tem uma árdua missão para solucionar.
Em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, Rueda abriu o jogo sobre a dívida do Peixe e projetou uma meta ousada para ser cumprida até o final do mandato: “Nosso último balanço apontava uma dívida de R$ 407 milhões. Já deve ter abaixado mais. Deste valor, eu já tenho R$ 270 milhões que são a longo prazo. Ou seja, você não é obrigado a pagar a dívida em curtíssimo prazo. São valores que são perfeitamente pagáveis. Portanto, você tem R$ 130 mi (de dívida)”, disse.
“Se eu deixar no final do mandato, R$ 50 ou R$ 30 milhões, é tranquilo. Jogador não precisa nem ser vendido lá em cima que está resolvido, equilibrado”, acrescentou Andrés Rueda antes de completar: “O que foi feito no Flamengo e está sendo feito aqui, é o que tem que ser feito. Não tem genialidade nenhuma. É equilibrar as finanças e deixar toda estrutura proveitosa para as próximas gestões”, sinalizou.
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Rueda aproveitou a oportunidade para elencar qual foi um dos principais erros cometidos por gestões passadas no Alvinegro Praiano, comprometendo-se a não cometer a mesma falha novamente. A equipe da Baixada Santista está oscilando no Brasileirão e o que acontece nos bastidores acaba sendo refletido em campo, visto que ainda há incertezas.
“Contratar um jogador pagando R$ 1,5 milhão por mês é muito fácil, o difícil é pagar. O Santos, infelizmente, passou por esse tipo de erro. A gente se propôs a não cometer esse erro de novo”, concluiu o presidente do SFC. Com a semana livre para trabalhar, o time se prepara para encarar o Goiás.
