A panela de pressão explodiu em São Januário. Após a derrota humilhante do Vasco da Gama para o RB Bragantino por 3 a 0, Renato Gaúcho e companhia deixaram o gramado sob forte revolta da torcida. Em meio ao cenário caótico e ao futebol sem reação apresentado pela equipe, organizadas cruzmaltinas decidiram aumentar a temperatura da crise e lançaram a campanha “público zero” para o próximo compromisso do clube.
O movimento ganhou força nas redes sociais e virou mais um retrato do desgaste entre time e arquibancada. A ideia das organizadas é transformar o vazio na Colina Histórica em um protesto silencioso, mas impossível de ignorar. Enquanto a pressão aumenta nos bastidores, o elenco vascaíno tenta evitar que a temporada entre de vez em estado de ebulição.
Concorda com a postura das organizadas do Vasco?
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A partida afetada pela medida adotada pela torcida será o confronto diante do Barracas Central, na próxima quarta-feira (27), às 19h (horário de Brasília), em São Januário, pela Copa Sul-Americana. Em meio ao clima de revolta, muitos torcedores passaram a questionar nas redes sociais: se o elenco aparenta não se importar com a competição, por que a arquibancada deveria agir diferente?
Renato Gaúcho optou por não dar entrevista coletiva após derrota do Vasco
Após a goleada sofrida para o RB Bragantino, Renato Gaúcho sequer apareceu para a tradicional entrevista coletiva, aumentando ainda mais a temperatura nos bastidores do Vasco da Gama. A ausência do treinador dividiu opiniões entre torcedores e gerou ainda mais ruído em meio ao cenário de crise.

Renato Gaúcho durante partida do Vasco da Gama diante do Flamengo. (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
Segundo o diretor Admar Lopes, a decisão partiu da própria diretoria e do elenco, que optaram por “blindar” Renato após o técnico deixar o gramado sob xingamentos e protestos da arquibancada. Mesmo com o ambiente fervendo, dirigentes reforçaram internamente que o treinador segue prestigiado e não corre risco imediato de saída.
Nas redes sociais, porém, o silêncio do comandante caiu como gasolina no fogo. Enquanto parte da torcida entende que o problema vai além do banco de reservas, muitos enxergam a ausência como um sinal de desconforto diante da pressão. Em um Vasco cercado por vaias, cobranças e ameaças de “público zero”, até a coletiva virou símbolo de um clube tentando impedir que a tampa da panela voe de vez.




