Torcida do Vasco lança campanha “público zero” para confronto contra o Barracas Central

A derrota por 3 a 0 para o RB Bragantino trouxe um clima de grande pressão para a temporada do Vasco da Gama e torcedores estudam protesto no próximo confronto.

Torcida do Vasco da Gama em confronto diante do Paysandu pela Copa do Brasil realizado no Estádio de São Januário em 13 de Maio de 2026. Fotos: Matheus Lima/Vasco.
Torcida do Vasco da Gama em confronto diante do Paysandu pela Copa do Brasil realizado no Estádio de São Januário em 13 de Maio de 2026. Fotos: Matheus Lima/Vasco.

A panela de pressão explodiu em São Januário. Após a derrota humilhante do Vasco da Gama para o RB Bragantino por 3 a 0, Renato Gaúcho e companhia deixaram o gramado sob forte revolta da torcida. Em meio ao cenário caótico e ao futebol sem reação apresentado pela equipe, organizadas cruzmaltinas decidiram aumentar a temperatura da crise e lançaram a campanha “público zero” para o próximo compromisso do clube.

O movimento ganhou força nas redes sociais e virou mais um retrato do desgaste entre time e arquibancada. A ideia das organizadas é transformar o vazio na Colina Histórica em um protesto silencioso, mas impossível de ignorar. Enquanto a pressão aumenta nos bastidores, o elenco vascaíno tenta evitar que a temporada entre de vez em estado de ebulição.

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A partida afetada pela medida adotada pela torcida será o confronto diante do Barracas Central, na próxima quarta-feira (27), às 19h (horário de Brasília), em São Januário, pela Copa Sul-Americana. Em meio ao clima de revolta, muitos torcedores passaram a questionar nas redes sociais: se o elenco aparenta não se importar com a competição, por que a arquibancada deveria agir diferente?

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Renato Gaúcho optou por não dar entrevista coletiva após derrota do Vasco

Após a goleada sofrida para o RB Bragantino, Renato Gaúcho sequer apareceu para a tradicional entrevista coletiva, aumentando ainda mais a temperatura nos bastidores do Vasco da Gama. A ausência do treinador dividiu opiniões entre torcedores e gerou ainda mais ruído em meio ao cenário de crise.

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Renato Gaúcho durante partida do Vasco da Gama diante do Flamengo. (Photo by Buda Mendes/Getty Images)

Renato Gaúcho durante partida do Vasco da Gama diante do Flamengo. (Photo by Buda Mendes/Getty Images)

Segundo o diretor Admar Lopes, a decisão partiu da própria diretoria e do elenco, que optaram por “blindar” Renato após o técnico deixar o gramado sob xingamentos e protestos da arquibancada. Mesmo com o ambiente fervendo, dirigentes reforçaram internamente que o treinador segue prestigiado e não corre risco imediato de saída.

Nas redes sociais, porém, o silêncio do comandante caiu como gasolina no fogo. Enquanto parte da torcida entende que o problema vai além do banco de reservas, muitos enxergam a ausência como um sinal de desconforto diante da pressão. Em um Vasco cercado por vaias, cobranças e ameaças de “público zero”, até a coletiva virou símbolo de um clube tentando impedir que a tampa da panela voe de vez.

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