A Argentina entrou para a história da Copa do Mundo neste domingo (19), mas por um motivo que certamente gostaria de evitar. Na final contra a Espanha, disputada no MetLife Stadium, a equipe comandada por Lionel Scaloni terminou os 90 minutos sem registrar uma única finalização, algo inédito em decisões do torneio.
O dado foi confirmado pela Opta e representa a primeira vez que uma seleção passa todo o tempo regulamentar de uma final de Copa do Mundo sem sequer chutar ao gol ou para fora. Mesmo assim, a Albiceleste conseguiu levar a partida empatada até o fim dos 90 minutos graças à grande atuação do goleiro Emiliano Martínez.
A Espanha dominou amplamente as ações ofensivas durante toda a partida. A equipe europeia finalizou 15 vezes, sendo 11 no alvo, enquanto Dibu Martínez foi o principal responsável por manter os argentinos vivos na decisão com uma sequência de defesas importantes, especialmente na etapa final.
Espanha controlou o jogo
Os números mostram o domínio espanhol. A seleção de Luis de la Fuente terminou o tempo regulamentar com 64% de posse de bola, 596 passes certos, nove escanteios e 15 finalizações. A Argentina, por outro lado, teve apenas 36% da posse, completou 340 passes e não conseguiu criar nenhuma oportunidade de arremate.
Outro dado curioso da decisão também entrou para a história. Segundo a Opta, o primeiro tempo da final registrou o menor número de finalizações já visto em uma decisão de Copa do Mundo desde que esse tipo de estatística passou a ser contabilizado.
Apesar da enorme diferença nos números ofensivos, a equipe de Lionel Scaloni resistiu durante toda a partida graças ao desempenho defensivo e às intervenções de Emiliano Martínez, que evitou que a Espanha abrisse vantagem antes do fim do tempo regulamentar.
Estatística expõe atuação argentina
A campanha da Argentina até a decisão foi marcada por atuações ofensivas consistentes, com vitórias sobre Argélia, Áustria, Jordânia, Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra. Na final, porém, o roteiro foi completamente diferente. A falta de produção ofensiva escancarou as dificuldades da equipe diante da Espanha e transformou o confronto em um capítulo histórico por um motivo nada positivo para a atual campeã mundial.




