Na noite da última terça-feira (23), o presidente Pedrinho foi exonerado do cargo em uma decisão tomada pela 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, atendendo a um pedido da 777 Carioca. Buscando esclarecer a situação para a torcida do Vasco, ele publicou uma carta por meio das redes sociais do clube associativo.
Em seu pronunciamento, o mandatário associativo alegou que houve uma articulação política nos bastidores para impedir o avanço de projetos considerados estratégicos. Pedrinho também citou a negociação com Marcos Lamacchia como uma alternativa para o futuro da SAF e fez um apelo para que o clube não seja prejudicado pela disputa de poder.
“Vascaínas e Vascaínos,
Ainda não acredito na maldade que estão fazendo com o Vasco e que pode custar caro ao futuro do clube.
Preciso falar com o torcedor vascaíno porque todos estão cansados de descobrir as coisas pela metade.
Há meses um grupo contrário à venda do Vasco se articula na política do clube. Eu vi as acusações infundadas fabricadas para criar narrativas. Vi as articulações nas sombras, as canetas sendo preparadas nos bastidores. Mesmo assim, confesso que nunca quis acreditar que isso pudesse existir. Estou indignado.
Enquanto eu trabalhava para arrumar a casa, colocava os meus bens patrimoniais à disposição do clube e lutava dia e noite pela estabilidade necessária para garantir a negociação com Marcos Lamacchia que estava prestes a ser anunciada, as sombras sabotaram o clube.
Não prejudiquem o Vasco e deixem que a venda aconteça. Eu não admito e o torcedor jamais vai aceitar ver o futuro do Vasco jogado no lixo por quem só enxerga o poder que quer ocupar.
Saudações Vascaínas,
Pedrinho Presidente Club de Regatas Vasco da Gama”
Vascaínos, acham que a decisão tem cunho politico?
Vascaínos, acham que a decisão tem cunho politico?
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Entenda motivos que afastaram Pedrinho do comando da SAF
A decisão da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro aponta que o Conselho de Administração da SAF não teria atendido, ao longo de mais de um ano, diversos pedidos de documentação feitos pelo Conselho Fiscal. Para a Justiça, a falta dessas informações dificultou o acompanhamento e a fiscalização das atividades da empresa, sendo um dos fatores considerados no julgamento.
O processo também destaca preocupações relacionadas à saúde financeira da SAF. De acordo com o Conselho Fiscal, a companhia continuou apresentando patrimônio líquido negativo, estimado em R$647 milhões, mesmo após o pedido de recuperação judicial. Além disso, a entidade estaria sem um diretor financeiro oficialmente nomeado desde março de 2025.
Outro aspecto levado em consideração foi o investimento de aproximadamente R$ 100 milhões em reforços para o elenco no começo de 2026, apesar do cenário econômico delicado. Diante desse contexto, a Justiça determinou a nomeação provisória da advogada Samantha Longo para conduzir a administração da SAF. A decisão ainda estabelece que eventuais negociações relacionadas à venda da empresa deverão contar com a participação da 777.

Josh Wander diretor da 777Partners do Vasco durante partida contra o Palmeiras no estadio Maracana pelo campeonato BRASILEIRO A 2023. Foto: Thiago Ribeiro/AGIF
Opinião da Redação: Quem sai prejudicado nesta história é o torcedor do Vasco
Essa guerra pelo poder constante no Vasco da Gama tem apenas um prejudicado na história, que é o fanático torcedor que clama por dias melhores. Enquanto dirigentes e grupos políticos travam disputas nos bastidores, o clube segue mergulhado em incertezas que dificultam seu planejamento e crescimento. O Vasco precisa de estabilidade para voltar a ser protagonista, e qualquer decisão tomada neste momento deveria ter como prioridade o futuro da instituição e o bem-estar de milhões de vascaínos, não interesses individuais ou disputas por influência.




