Antenados no Detalhe

Bellingham evita expulsão pela Lei Vini Jr após gesto em Inglaterra x Gana na Copa do Mundo

Meia da Inglaterra tapou a boca durante conversa com adversário, mas Fifa entendeu que não houve confronto nem provocação

Antenados no Detalhe: Bellingham evita expulsão pela Lei Vini Jr. Foto: Richard Pelham/Getty Images
Antenados no Detalhe: Bellingham evita expulsão pela Lei Vini Jr. Foto: Richard Pelham/Getty Images

Jude Bellingham virou assunto após o empate em 0 a 0 entre Inglaterra x Gana, pela Copa do Mundo 2026. O meia inglês chamou atenção ao tapar a boca durante uma conversa com o ganês Jordan Ayew, levantando questionamentos sobre uma possível expulsão com base na chamada Lei Vini Jr. 

A dúvida surgiu por conta da nova orientação da Fifa, que prevê punições para atletas que cubram a boca em situações de confronto, discussão ou provocação. A medida busca facilitar a identificação de possíveis ofensas por câmeras do VAR. Mas então por que Bellingham não foi expulso?

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Pelo contexto do lance, a conversa entre Bellingham e Jordan Ayew não foi interpretada como um conflito. Por isso, a arbitragem entendeu que não havia motivo para aplicação de cartão vermelho, já que o gesto por si só não gera expulsão automática, como diz a regra da Fifa.

O detalhe quase mudou a história do jogo

O que fez a diferença foi o contexto da conversa entre Bellingham e Jordan Ayew. Embora o inglês tenha tapado a boca, a interação não foi vista como provocação ou discussão. Esse detalhe foi decisivo para evitar uma expulsão que poderia alterar completamente o rumo da partida.

Bellingham evitou cartão vermelho em Inglaterra x Gana. Foto: Buda Mendes/Getty Images

Bellingham evitou cartão vermelho em Inglaterra x Gana. Foto: Buda Mendes/Getty Images

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A diferença fica mais clara quando comparada ao caso de Miguel Almirón. O jogador do Paraguai se tornou o primeiro atleta punido pela Lei Vini Jr nesta Copa após cobrir a boca durante uma discussão com um adversário contra a Turquia. Após revisão do VAR, ele recebeu cartão vermelho direto.

Antes do início do torneio, o ex-árbitro italiano Pierluigi Collina, presidente do comitê de árbitros da Fifa, já havia explicado a aplicação da nova diretriz. Segundo ele, “Se a conversa for amigável, podem continuar a fazê-lo sem qualquer problema”, deixando claro que a intenção por trás do gesto é o principal fator de julgamento.

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