A noite de sábado foi de forte tensão para o Bahia diante de sua torcida. No duelo contra o Santos, válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, o intervalo foi marcado por manifestações intensas nas arquibancadas da Arena Fonte Nova. A partida terminou com o placar em 2 a 2.
O placar adverso construído ainda na etapa inicial, com dois gols sofridos em cobranças de pênalti convertidas por Rollheiser, serviu como estopim para a reação dos torcedores. O time deixou o campo sob um coro de vaias, reflexo direto da atuação considerada abaixo do esperado.
O ambiente já era de cobrança antes mesmo da bola rolar. Resultados recentes negativos aumentaram a impaciência, e o desempenho no primeiro tempo reforçou a sensação de desconforto coletivo, transformando o intervalo em um momento de forte contestação.
A pressão da torcida do Bahia é justa neste momento da temporada?
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Pressão aumenta sobre Rogério Ceni e elenco
Mesmo suspenso e fora da área técnica, Rogério Ceni acabou sendo o principal alvo das arquibancadas. Parte dos torcedores direcionou pedidos de mudança no comando, evidenciando o desgaste da relação após a sequência recente de resultados.
As críticas não se limitaram à comissão técnica. O grupo de jogadores também foi cobrado de forma contundente e recebeu o rótulo de “pipoqueiro”, expressão entoada em tom de revolta, apontando insatisfação com a postura apresentada em campo.

Rogério Ceni técnico do Bahia durante partida contra o Mirassol no estádio Jose Maria de Campos Maia pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: CLÉDER DAMASCENO/RP FOTOPRESS/AGIF
O contexto ajuda a explicar o clima pesado. O Esquadrão chegou para o confronto pressionado após duas derrotas consecutivas: uma fora de casa diante do Flamengo pelo Brasileirão e outra em Salvador contra o Remo, pela Copa do Brasil.
Opinião: cobrança reflete mais do que um jogo

A reação da torcida vai além dos 45 minutos iniciais contra o Santos. O protesto é consequência de uma sequência de atuações irregulares e da expectativa criada em torno do projeto esportivo para a temporada, que ainda não se traduziu em consistência dentro de campo.
A pressão, embora dura, expõe um momento decisivo. A resposta do elenco e da comissão técnica nos próximos jogos tende a definir se o episódio ficará marcado apenas como um alerta ou como um ponto de ruptura na relação com a arquibancada.




