Palmeiras e a polêmica da Data-Fifa
O técnico Vanderlei Luxemburgo entrou em cena para discordar publicamente de uma fala do zagueiro Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras. O defensor será desfalque no clássico contra o Santos, no próximo sábado (15), por estar a serviço da seleção paraguaia durante a Data-Fifa. O tema foi discutido no programa Galvão e Amigos, na noite desta segunda-feira (10), e gerou um debate sobre a influência dos jogadores nas decisões que envolvem o calendário do futebol brasileiro.
Luxa rebate fala de Gustavo Gómez
Enquanto Galvão Bueno lembrava a declaração do paraguaio, Luxemburgo mostrou posição firme ao afirmar que os atletas podem e devem ter mais voz diante da situação. “Eu acho que o jogador pode fazer muita coisa. Eu tenho na minha cabeça que a matéria prima do futebol é o jogador. Não existe futebol sem o jogador. O clube tem que tomar cuidado, mas se o clube não toma… A partir do momento que o jogador paralisar o campeonato por duas rodadas para entender a importância que ele tem na competição, que ele faz parte do negócio.”
O treinador também ampliou sua visão sobre o papel dos jogadores em competições internacionais e o poder que eles têm no mercado. “Ele tem interesse no contrato dele. A Copa do Mundo é o maior evento do futebol. Vai chegar o momento que os países vão reunir os jogadores e pedir uma participação no negócio. Se não, não vai ter o evento”, completou, reforçando sua discordância em relação à fala do defensor palmeirense.
Enquanto a polêmica repercute, o Palmeiras se prepara para enfrentar o Santos com uma lista de ausências considerável. Além de Gustavo Gómez, convocado pelo Paraguai, o técnico Abel Ferreira também não contará com Vitor Roque, chamado pela Seleção Brasileira, Sosa, Flaco López e Andreas Pereira, que está suspenso. O número de desfalques pode aumentar caso o Uruguai confirme as presenças de Piquerez, Facu Torres e Emiliano Martínez na próxima convocação.
Mesmo com o elenco reforçado e competitivo, a sequência da Data-Fifa volta a acender um alerta sobre o equilíbrio do Brasileirão. O Verdão lidera a competição com 68 pontos, mas a derrota recente para o Mirassol por 2 a 1, na 33ª rodada, mostrou que o desgaste e as ausências podem pesar nas rodadas finais.
A visão do capitão alviverde
Após o tropeço no interior paulista, Gustavo Gómez se manifestou sobre a situação e preferiu adotar um tom de conformismo. “Sempre aconteceu isso. Tem que respeitar, são Datas Fifas. Nós jogadores não decidimos isso, é nosso trabalho, nossa seleção, temos que representar a seleção também. São outras pessoas que têm que tomar essas decisões para arrumar, porque fica difícil. Mas temos um elenco muito bom, jogadores qualificados para jogar. Mas como falei, temos que melhorar e tentar conquistar mais três pontos no próximo jogo.”
A declaração do zagueiro mostra o contraste de visões dentro do futebol brasileiro. De um lado, técnicos e dirigentes pedem mais protagonismo dos jogadores em questões estruturais; do outro, os próprios atletas se veem presos à hierarquia e às obrigações impostas pelo calendário internacional.
O episódio entre Luxemburgo e Gustavo Gómez reacende uma discussão antiga: até que ponto o jogador pode influenciar nas decisões que afetam diretamente sua rotina e o desempenho de seu time? Enquanto isso, o Palmeiras tenta equilibrar a liderança no Brasileirão com os efeitos inevitáveis das convocações internacionais.
Opinião do Antenados no Futebol
Luxemburgo tem razão ao dizer que o jogador é a base do futebol. A fala de Gómez mostra uma postura passiva diante de um sistema que o prejudica. Os atletas precisam entender o poder que têm e se posicionar mais para que o futebol seja mais justo e equilibrado.

Veja também
Flamengo avalia resposta para Leila Pereira no Palmeiras e pode relembrar caso de Vitor Roque




