O Fortaleza teve um jogador envolvido em uma polêmica que veio à tona nesta quinta-feira (2). Trata-se do atacante José María Herrera foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MP-CE) pelos crimes de lesão corporal grave e injúria racial.
A denúncia tem relação com uma briga generalizada envolvendo o jogador quando ele ainda atuava pelo Fortaleza, em um condomínio de luxo na capital cearense.
Além de Herrera, outros dois jogadores do Fortaleza participaram da confusão. Segundo relatos de testemunhas, a discussão começou quando um morador foi reclamar do som alto no apartamento de Eros Mancuso, companheiro de equipe de Herrera na época.
Todo o tumulto foi capturado por câmeras de monitoramento do local. Nas imagens, além de Herrera e Mancuso, é possível identificar o meio-campista Tomás Pochettino, recém contratado pelo Vitória, acompanhado por dois residentes do condomínio, duas mulheres e dois amigos dos atletas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará, Herrera imobilizou e agrediu o vizinho com sucessivos golpes, o que, para a promotoria, superou qualquer possibilidade de legítima defesa.
Ainda de acordo com a denúncia, o atacante mordeu o nariz da vítima, causando lesões permanentes consideradas gravíssimas, que provocaram deformidade e também comprometeram a respiração do morador.
Denúncia também inclui injúria racial
O MP-CE também denunciou Herrera pelo crime de injúria racial. Conforme a acusação, o atacante teria chamado o morador de “brasileiro de merda” e “brasileiro filho da puta” durante a confusão.
Na ação, o Ministério Público pediu à Justiça que o jogador seja condenado ao pagamento de, no mínimo, R$ 5 mil por danos materiais, morais e psicológicos sofridos pelas vítimas, além de R$ 45 mil em razão da gravidade das lesões apontadas na denúncia.




