Davide Ancelotti iniciou oficialmente sua trajetória como treinador principal. Depois de integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2026 ao lado do pai, Carlo Ancelotti, o italiano, que já comandou o Botafogo por um período, foi apresentado pelo Lille e falou pela primeira vez como comandante da equipe francesa.
Na entrevista coletiva, o técnico de 37 anos demonstrou confiança para assumir o novo desafio e afirmou que a experiência acumulada como auxiliar em grandes clubes e como técnico da equipe carioca o preparou para comandar uma equipe com ambições importantes na Europa.
“Estou pronto para treinar um time como o Lille. Tive uma trajetória profissional um tanto incomum, mas estou no futebol há muito tempo. Tive uma longa carreira como auxiliar, mas em clubes onde havia grandes expectativas, pressão e padrões muito elevados.”
Davide explica como pretende montar o Lille
O novo treinador deixou claro que não pretende promover uma revolução imediata. Segundo Davide, a prioridade será manter a base construída pelo trabalho anterior e fazer ajustes pontuais para elevar o rendimento da equipe.
O italiano destacou que a consistência defensiva do Lille será preservada, mas revelou que já identificou pontos que podem evoluir, principalmente nas jogadas de bola parada, um fundamento que pretende trabalhar desde o início da pré-temporada.
A missão não será simples. O Lille garantiu vaga na próxima edição da Liga dos Campeões e chega pressionado para manter o alto nível apresentado nas últimas temporadas. Davide assume o lugar de Bruno Génésio e terá a responsabilidade de conduzir o clube em um calendário mais exigente.
O primeiro grande teste da carreira do ex-Botafogo
A passagem como auxiliar ao lado de Carlo Ancelotti ajudou Davide a construir uma bagagem rara para um treinador de apenas 37 anos. Ainda assim, o desafio agora é diferente. Como ocorreu no Botafogo, mas agora com bem mais vivências na bagagem, todas as decisões passarão exclusivamente por ele. Se conseguir transformar o aprendizado adquirido em resultados dentro de campo, poderá deixar de ser conhecido apenas como “o filho de Ancelotti” para construir uma identidade própria entre os principais técnicos do futebol europeu.




