Desde os primeiros minutos pelo Corinthians, Memphis Depay buscou participar da construção ofensiva, movimentando-se por diferentes setores do ataque. O holandês procurou abrir espaços ao sair da referência central, atraindo a marcação e permitindo infiltrações de jogadores como André e Bidon.
Apesar da boa mobilidade e de uma finalização perigosa em cobrança de falta que passou rente ao travessão, sua atuação esbarrou na forte compactação defensiva do Novorizontino, o que reduziu o impacto direto nas ações mais decisivas.
Por outro lado, o lance que melhor resume sua participação aconteceu aos 41 minutos, quando recebeu livre dentro da área após boa jogada pela esquerda. Em vez de finalizar, Depay optou por um corta-luz para um companheiro que estava distante, facilitando o corte da defesa adversária.
A decisão evidenciou sua visão coletiva e intenção de construir a melhor jogada, porém também reforçou a falta de objetividade ofensiva do Corinthians no primeiro tempo. Assim, embora sua movimentação tenha contribuído taticamente, o camisa 10 ainda não se mostrou o fator decisivo em um confronto marcado por muita disputa e pouca eficiência no último terço.
Faltou eficiência para Depay no Corinthians
Na etapa final, Memphis Depay manteve a intensa movimentação e passou a atuar ainda mais fora da área, tentando acelerar a circulação de bola e criar superioridade no último terço. Logo nos primeiros minutos, arriscou chute da entrada da área que desviou na defesa e levou perigo, além de participar da tabela que deixou Matheuzinho em boa condição para finalizar.
O camisa 10 também foi protagonista em bola parada ao rolar para Garro dentro da área em jogada ensaiada, demonstrando leitura de jogo e capacidade de criar oportunidades, embora a finalização do companheiro tenha sido desperdiçada.

Breno Bidon jogador do Corinthians durante partida contra o Novorizontino no estadio Jorge Ismael de Biasi pelo campeonato Paulista 2026. Foto: Rapha Marques/AGIF
Timão tentou correr atrás do prejuízo
Entretanto, apesar da participação ativa, a influência de Depay novamente esbarrou na falta de eficiência coletiva e na solidez defensiva do Novorizontino. Após o gol adversário, o Corinthians passou a pressionar, e o holandês quase marcou em um voleio dentro da área, mas a finalização saiu sem força, facilitando a defesa de Jordi.

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Assim, sua atuação no segundo tempo mostrou presença e protagonismo nas ações ofensivas, porém sem a contundência necessária para mudar o rumo da partida, o que reforça que, mesmo participativo, Depay não conseguiu ser o fator decisivo na eliminação corintiana.




