O Fluminense voltou de Porto Alegre com apenas um ponto e muitas cobranças nas costas. Depois de sair na frente contra o Grêmio com gol de pênalti de Hulk, o Tricolor deixou a vitória escapar nos minutos finais e aumentou a irritação da torcida com mais um tropeço no Brasileirão.
Na entrevista coletiva, Luis Zubeldía tentou explicar por que o time recuou tanto na reta final. Para o treinador, é natural que a equipe mandante pressione nos minutos decisivos e ele usou até a última final da Copa do Mundo para ilustrar sua análise.
Zubeldía explica queda de rendimento do Fluzão
“Os últimos 10 ou 15 minutos, aqui no Brasil, os times da casa… te digo mais. Você viu na final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina. Espanha com um jogador a mais teve que defender os últimos 10 ou 15 minutos de maneira baixa e se salvou duas vezes”, afirmou.
O argentino explicou que segurar um resultado não depende apenas de colocar mais marcadores em campo. Segundo ele, é preciso saber contra-atacar, manter a posse ou defender com eficiência, algo que, na visão da comissão técnica, o Fluminense não conseguiu fazer.
Zubeldía também saiu em defesa de Renê, envolvido na jogada do empate gremista. “São minutos que jogar bem. Era uma jogada evitável. Teve uma mudança de direção que se o Renê interpreta um pouco antes poderia interceptar. Depois perdeu o mano a mano e aí foi azar. Nos minutos finais, ou você tem contra-ataque, ou domínio, ou se defende bem. Hoje não conseguimos fazer nenhum dos três bem”, declarou.
O Fluminense agora volta as atenções para o duelo contra o Bahia, no Maracanã. A partida virou oportunidade para dar uma resposta rápida e aliviar a pressão que cresce a cada rodada sobre o elenco e a comissão técnica.
Opinião: o discurso já não basta
As explicações de Zubeldía fazem sentido no papel, mas o torcedor quer ver reação dentro das quatro linhas. O Fluminense segue desperdiçando pontos por erros repetidos, e no Brasileirão paciência dura pouco. Se o time continuar deixando vitórias escaparem no fim, a cobrança vai deixar de ser apenas da arquibancada e chegará também ao banco de reservas.




