A súmula da final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético-MG confirmou uma sequência de expulsões após a confusão generalizada registrada no fim da partida disputada no Mineirão. O documento da arbitragem, divulgado na madrugada desta segunda-feira, registrou 23 cartões vermelhos no total, sendo 11 deles para atletas do Galo, segundo relato do árbitro Matheus Candançan.
De acordo com o relatório oficial, a confusão teve início após um lance envolvendo o goleiro Everson e o meia Christian. A arbitragem apontou que a reação do goleiro atleticano desencadeou o início do tumulto entre jogadores das duas equipes, que rapidamente se espalhou pelo gramado.
Súmula explica origem da briga generalizada
Na ata oficial da partida, o árbitro detalhou a ação atribuída a Everson e indicou que o goleiro reagiu com violência após sofrer uma falta. O documento registra a seguinte justificativa. “Por após receber uma falta, derrubar seu adversário, partir para cima e com brutalidade, atingir com o joelho, o rosto do seu adversário de Nº 88. Esclareço que após essa ação teve início uma briga generalizada, não sendo possível apresentar o cartão vermelho”.
Ainda segundo a súmula elaborada por Matheus Candançan, a entrada de Christian também foi destacada como um dos fatores que intensificaram o episódio. O árbitro descreveu o lance da seguinte forma. “Por atingir com a canela a cabeça de seu adversário de Nº 22, com uso de força excessiva e intensidade alta, quando a bola já estava em posse do goleiro. Esclareço que após essa ação teve início uma briga generalizada, não sendo possível apresentar o cartão vermelho”.
Atlético-MG teve 11 jogadores expulsos
Entre os expulsos do Atlético-MG, a súmula cita 11 atletas envolvidos na confusão. Os nomes registrados pela arbitragem são: Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan Tressoldi, Alan Minda, Preciado, Cassierra. Segundo o relatório da arbitragem, todos foram expulsos por participação direta na confusão registrada após o término da partida.
Arbitragem explica motivo das expulsões
Nas demais anotações da súmula, o árbitro utilizou justificativa semelhante para registrar as expulsões dos jogadores envolvidos. No documento, a explicação aponta que as agressões ocorreram durante o tumulto generalizado. “Expulso por, durante a briga generalizada, após o término da partida, desferir e atingir com socos e pontapés seus adversários, não sendo possível apresentar o cartão vermelho devido ao tumulto”.
A súmula também descreve diversos episódios da confusão que se espalhou pelo campo, incluindo empurrões, socos e pontapés entre atletas das duas equipes. Em um dos lances citados, Matheus Henrique teria acertado um soco em Everson, enquanto Lucas Romero empurrou o goleiro em direção à trave, o que fez com que ele se chocasse contra o poste.

MG – BELO HORIZONTE – 08/03/2026 – MINEIRO 2026, CRUZEIRO X ATLETICO – BRIGa generalizada entre jogadores do Cruzeiro e jogadores do Atletico durante partida no estadio Mineirao pelo campeonato Mineiro 2026. Foto: Gilson Lobo/AGIF
Após o apito final, alguns jogadores comentaram o episódio em entrevistas à imprensa. Entre eles, Fabrício Bruno e Hulk lamentaram a confusão generalizada registrada no encerramento da decisão do Campeonato Mineiro.

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Opinião da Redação Antenados no Futebol
O número de expulsões registrado no clássico mineiro revela o nível de tensão que uma final estadual pode atingir quando o controle emocional se perde dentro de campo. Mais do que o resultado da partida, o episódio passa a ter consequências disciplinares e esportivas importantes para os clubes envolvidos. No caso do Atlético-MG, a expulsão de 11 jogadores evidencia um cenário que pode gerar impactos competitivos dependendo das punições aplicadas pelos órgãos responsáveis. Em um ambiente cada vez mais profissional no futebol brasileiro, episódios como esse levantam uma reflexão inevitável: até que ponto rivalidades históricas ainda conseguem ultrapassar os limites do esporte?




