O Cruzeiro definiu a saída de mais um jogador formado em suas categorias de base. Campeão da Copinha de 2026, o atacante Gustavo Zago foi liberado pela diretoria e seguirá a carreira no FC Kaysar, do Cazaquistão, encerrando sua passagem pela Toca da Raposa aos 19 anos.
Uma mudança de rota ainda no início da carreira. A negociação não rendeu dinheiro imediato aos cofres celestes. Mesmo assim, a SAF optou por manter um percentual dos direitos econômicos do atleta, apostando em uma possível valorização futura caso o jogador consiga se destacar no futebol europeu e seja negociado novamente.
Depois da Copinha, Gustavo chegou a treinar algumas vezes com o elenco principal e alimentou a expectativa de ganhar oportunidades entre os profissionais. As chances, porém, nunca chegaram. Sem perspectiva imediata de utilização, voltou ao sub-20 e passou a buscar alternativas para acelerar o desenvolvimento da carreira.
O Cabuloso fez certo em negociar o jovem?
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Da conquista da Copinha ao futebol do Cazaquistão
Gustavo Zago chegou ao Cruzeiro em 2023 após se destacar pela Ferroviária e rapidamente ganhou espaço nas categorias de base. O ponto alto da trajetória aconteceu na campanha do título da Copa São Paulo deste ano, competição em que iniciou como titular nas primeiras partidas e contribuiu com gol e assistência.
O protagonismo não durou até o fim do torneio. Com o retorno de atletas que estavam integrados ao elenco profissional, o atacante perdeu espaço a partir das quartas de final. Ainda assim, permaneceu no grupo que encerrou o longo jejum do clube na competição e participou de uma conquista histórica para a base celeste.

Pedro Lourenco dono da saf do Cruzeiro durante partida contra o Flamengo no estadio Maracana pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
O que a saída realmente diz sobre a base celeste
A transferência de Gustavo Zago mostra uma realidade cada vez mais comum no futebol brasileiro. Nem todo campeão da base consegue transformar o sucesso nas categorias inferiores em espaço no time principal. O Cruzeiro, que também vem promovendo outras saídas do elenco, mantém participação econômica e tenta proteger um possível lucro futuro, mas a saída também evidencia a dificuldade de transformar promessas em ativos consolidados.




