O Cruzeiro venceu o Grêmio por 2 a 0, neste sábado (18), pelo Campeonato Brasileiro, em um confronto que evidenciou os problemas do sistema defensivo da equipe gaúcha. Apesar de momentos de resistência, o time não conseguiu sustentar a pressão adversária e acabou punido.
Desde o início, o Cruzeiro mostrou maior agressividade e volume ofensivo. Os números ajudam a explicar o cenário: foram 15 finalizações contra 6 do Grêmio, além de 6 chutes no alvo contra apenas 1, demonstrando a dificuldade dos visitantes em equilibrar o jogo, especialmente na fase defensiva.
O primeiro gol saiu logo aos 6 minutos do segundo tempo, com Christian, aproveitando desorganização dentro da área. O lance escancara um problema recorrente: falta de compactação e dificuldade na marcação por zona, permitindo infiltrações com facilidade.
O que mais pesou na derrota do Grêmio para o Cruzeiro?
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Sistema defensivo do Grêmio exposto
Mesmo antes disso, o goleiro Weverton já vinha sendo exigido. O arqueiro fez boas defesas, como em finalizações perigosas de Matheus Pereira, evitando que o placar fosse aberto ainda na primeira etapa. Sua atuação teve momentos importantes, sendo um dos poucos destaques individuais do Grêmio.
No entanto, o segundo gol expôs ainda mais a fragilidade coletiva. Após jogada trabalhada pelo meio, a bola sobrou para Lucas Romero, que finalizou de fora da área e acertou o canto. Apesar de críticas direcionadas ao goleiro, o lance também evidencia a falta de eficácia do ataque, pressão na origem da jogada e o espaço concedido na intermediária.

Lucas Romero jogador do Cruzeiro comemora seu gol durante partida contra o Gremio no estadio Mineirao pelo campeonato Brasileiro A 2026. Foto: Fernando Moreno/AGIF
Além disso, o Grêmio apresentou um comportamento preocupante: muitos jogadores no campo ofensivo sem efetividade, o que deixava o sistema defensivo vulnerável em transições. Essa desorganização resultou em um time espaçado, incapaz de proteger sua própria área com consistência.
Opinião: problemas coletivos vão além do goleiro
A atuação de Weverton divide opiniões. Se por um lado ele falhou no segundo gol ao não conseguir evitar o chute de média distância, por outro foi responsável por evitar um placar ainda mais elástico, com intervenções importantes ao longo do jogo.
O maior problema do Grêmio, porém, está no coletivo. A equipe sofre com falta de equilíbrio entre ataque e defesa, deixando espaços excessivos e não conseguindo recompor com eficiência. Sem ajustes urgentes no sistema defensivo, o time seguirá vulnerável, independentemente do desempenho individual do goleiro.




